terça-feira, 14 de julho de 2009

«QUEVILLY»


Veleiro francês (um quatro mastros barca com casco em aço) construído em 1897 nos estaleiros navais de Grand Quevilly; que se situavam no curso inferior do Sena, perto de Ruão. Era um navio que deslocava perto de 3 500 toneladas e que media 105 m de comprimento por 13,90 m de boca. Podia arvorar 4 500 m2 de velame, o que lhe permitiu bater, em 1906, o record da travessia do Atlântico e de hastear, num dos seus paus, a cobiçada flâmula azul. O «Quevilly» foi concebido para transportar ramas de petróleo entre o porto de Filadélfia e os entrepostos de Grand Quevilly, onde a descarga se fazia em apenas 24 horas. Este navio foi o primeiro da história dos transportes marítimos a dispor de tanques. Até fins do século XIX, o chamado 'ouro negro' era transportado em barris arrimados nos porões de navios de carga vária, não especializados. O «Quevilly», que atravessara os conturbados tempos da Grande Guerra sem problemas, foi torpedeado (quando já se chamava «Déodata») por um submarino alemão no dia 21 de Outubro de 1939. Os seus despojos, perfeitamente identificados, repousam no fundo mar, ao largo de Malblethorpe (Escócia), onde têm sido visitados por estudiosos devidamente autorizados. Uma magnífica maqueta do primeiro petroleiro da História está exposta no 'hall' da Câmara Municipal de Grand Quevilly, a cidadezinha da Alta Normandia que o viu nascer.

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