segunda-feira, 20 de julho de 2009

«CALYPSO»


Antigo caça-minas da marinha real britânica com 400 toneladas de deslocamento. Foi construído em 1942 nos estaleiros da Ballard Marine Railway Company, de Seattle, Estados Unidos. Depois de ter sido abatido do efectivo da 'Royal Navy' esteve no Mediterrâneo, assegurando (enquanto navio de passageiros) uma linha regular entre as ilhas de Malta e de Gozo. Foi comprado pelo conhecido milionário irlandês Thomas L. Guiness, que pretendeu fazer dele um iate de luxo. Acabou, no entanto, por alugá-lo ao comandante Jacques-Yves Costeau pela soma simbólica de 1 Franco anual. Este acabou por transformar o «Calypso» numa unidade de estudos oceanográficos. Foi graças a esse antigo oficial da armada francesa e às suas reportagens submarinas -que, pela sua qualidade e interesse, foram transmitidas por todas as televisões do mundo- que o «Calypso» se transformou num dos mais conhecidos (e queridos) navios que jamais sulcaram mares e oceanos. Em Janeiro de 1996, o popular navio de Costeau foi afundado acidentalmente, no porto de Singapura, por uma barcaça. Depois de recuperado, o seu notável comandante (que viria a falecer a 25 de Junho de 1997) pediu para que o «Calypso» fosse, de novo, colocado «ao serviço da ciência e da educação». Problemas de ordem vária fizeram que o desejo de Costeau não se realizasse imediatamente. Mas há legítimas esperanças para que esse sonho do famoso inventor e reputado oceanógrafo ainda se venha a concretizar. A ver vamos...

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