segunda-feira, 20 de julho de 2009

«NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO»


Nau portuguesa do século XVIII construída na Ribeira das Naus (Lisboa) e lançada à água em 1707. Este navio de grande porte estava armado com 80 peças de artilharia e tinha uma guarnição de 700 homens. Devido ao seu visível poderio, teve acção notável na repressão da pirataria que infestava as nossas costas. Em 1716, na sua qualidade de navio-almirante da esquadra do conde do Rio Grande, foi ao Mediterrâneo para obrigar os turcos a levantar o cerco à ilha de Corfú. E, no ano seguinte, perante nova ameaça dos otomanos, a «Nossa Senhora da Conceição» voltou àquele mar para se juntar à armada cristã do tenente-general Bellefontaine, constituída por navios papais, venezianos, florentinos, malteses e toscanos. Um primeiro incidente teve lugar entre Bellefontaine e o almirante conde do Rio Grande, quando este recusou, firmemente, arrear o pavilhão português dos seus navios para, em seu lugar, hastear a bandeira do papa Clemente XI. Na manhã de 19 de Junho, ao largo do cabo Matapão (na costa grega) a esquadra cristã entrou, finalmente, em contacto com o inimigo. Surpreendentemente, logo no início das hostilidades, deu-se novo e desagradável incidente, quando Bellefontaine mandou retirar os seus navios da zona de combate, deixando, vergonhosamente, os portugueses sozinhos face à numerosa armada turca. A esquadra de Rio Grande assumiu galhardamente as suas responsabilidades e investiu o adversário com tal ímpeto, que, depois de várias horas de luta, os navios do sultão Ahmed III acharam por bem retirar para os seus portos. A esquadra portuguesa (da qual a «Nossa Senhora da Conceição» era o navio principal) venceu assim, sozinha, a batalha naval de Matapão.

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