quarta-feira, 29 de julho de 2009

«DAKAR»


Submarino da classe 'T' (como 'Triton') construído, em 1943, para a marinha real britânica. Foi lançado à água pelos estaleiros Dockyard, de Devonport, com o nome de «Totem». Em 1967 foi integrado na armada do estado de Israel, depois de ter sido comprado à Grã-Bretanha e de ali ter sido modernizado. Após o necessário treino de familiarização com o navio da sua nova tripulação (69 homens), o «Dakar» largou de Portsmouth para Haifa no dia 9 de Janeiro de 1968. O seu comandante era um jovem oficial de nome Yaacov Raanan. O primeiro cruzeiro do «Dakar» passou-se bem até Gibraltar, porto de guerra britânico, onde o submarino fez uma escala técnica. O «Dakar» zarpou do Rochedo a 15 de Janeiro, num clima de grande secretismo. Isso, porque Israel se encontrava, pela terceira vez na sua curta história, em guerra contra a nação árabe (guerra dos 6 Dias). O submarino foi dando notícias regulares sobre o seu trajecto no Mediterrâneo. Mas, a 25 de Janeiro, o seu sistema de comunicações deixou definitivamente de emitir. A 6 de Fevereiro, o ministro da defesa de Israel (que era, então, o general Moshe Dayan) anunciou oficialmente a perda do «Dakar». Os serviços de propaganda egípcios pretenderam (sem convencer quem quer que fosse) ter sido a sua armada a responsável pelo afundamento do submarino inimigo. No mês de Maio de 1999, os restos do submarino desaparecido acabaram, finalmente, por ser detectados no fundo do Mediterâneo, a uns 3 000 metros de profundidade. Por uma razão ainda não divulgada, o «Dakar» interrompera a sua viagem para Haifa, quedando-se algures entre as ilhas de Creta e de Chipre. Os israelitas conseguiram resgatar das profundezas do mar Mediterrâneo alguns pedaços do Dakar, que são guardados como preciosas relíquias no Museu Naval de Haifa.

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