terça-feira, 28 de julho de 2009

«AFONSO DE ALBUQUERQUE»


Aviso de 1ª classe da Armada Portuguesa. Concebido (como a generalidade dos navios deste tipo) para servir no Ultramar, o «Afonso de Albuquerque» foi construído em 1935 nos estaleiros Hawthorn-Leslie (Newcastle, Grã-Bretanha). Era o irmão gémeo do «Bartolomeu Dias». Media 99,60 m de comprimento por 13,49 m de boca e deslocava, em plena carga, 2 440 toneladas. O seu armamento era constituído por 4 peças de artilharia de 120 mm, 2 de 76 mm, 4 AA de 40 mm e 2 lançadores de cargas de profundidade. Podia receber um hidroavião. A sua velocidade máxima era de 20 nós. A sua equipagem normal não excedia os 170 homens. Parte dos seus tripulantes (membros ou simpatizantes da O.R.A.) envolveu-se na gorada Revolta dos Marinheiros de 1936, tendo (nessa ocasião e por causa disso) o navio sido alvejado por forças fiéis ao regime vigente, que lhe causaram alguns danos. A 29 de Novembro de 1942, quando se encontrava no oceano Índico em missão de formação de guarda-marinhas, o «Afonso de Albuquerque» salvou a vida de 183 náufragos do «Nova Scotia», um navio britânico torpedeado por um submarino hitleriano. O «Afonso de Albuquerque» foi um dos navios destacados para Timor (logo após o fim da Segunda Guerra Mundial), para ali restabelecer a soberania portuguesa. Este aviso foi destruído em combate ao largo de Mormugão -no dia 18 de Novembro de 1961- por forças navais da União Indiana, durante o breve conflito que retirou ao nosso país a tutela dos territórios de Goa, Damão e Diu.

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