sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PRÍNCIPE REAL»


Lançado à água em 13 de Julho de 1771 pelo Arsenal da Marinha (Lisboa), este poderoso navio de linha, armado com 90 canhões, chamou-se, primeiramente, «Nossa Senhora da Conceição». Tomou o seu segundo e último nome em 1794, após ter operado com a esquadra portuguesa do Estreito, na qual serviu sob as ordens do tenente-general José Sanches de Brito; e, depois (sempre no Mediterrâneo) de ter sido a nau-capitânia do marquês de Nisa, integrado numa frota que prestou preciosa ajuda às forças navais de Horácio Nelson. Em 1807, em vésperas do primeiro exército francês de invasão, chegar à capital, o «Príncipe Real» zarpou do Tejo com a corte e a sua numerosa comitiva rumo ao Brasil. Estava o navio, nessa altura, sob o mando do capitão-de-mar-e-guerra Francisco José de Canto e Castro Mascarenhas, que após acidentada viagem, o conduziu ao Rio de Janeiro, onde o navio acabou por permanecer. Em 1822, quando aquela vasta e rica colónia lusa se tornou independente, o «Príncipe Real foi, embora já obsoleto, um dos primeiros navios a integrar a marinha de guerra da nova nação. Deslocava 3 500 toneladas, media 66 metros de comprimento por 17 metros de boca e alinhava uma guarnição de 950 homens. Foi desactivado em 1830.

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