quarta-feira, 19 de agosto de 2009

«KONGO»


Era um cruzador de batalha da marinha imperial japonesa, de concepção e construção britânicas. Foi lançado à água no dia 18 de Maio de 1912 pelos estaleiros Vickers Armstrong, de Barrow-in-Furness. A classe de navios à qual o «Kongo» deu o seu nome, compreendia três outras unidades : o «Hei», o «Kirishima» e o «Haruna», todas elas já construídas no Japão. O navio deslocava (antes da transformação sofrida em 1929-1931) 26 230 toneladas; e, depois desta, 36 600, passando desde então a ser designado como um couraçado. Media 222 metros de comprimento por 31 metros de boca. O seu armamento principal era constituído por 8 canhões de 356 mm, por 16 de 152 mm, por 8 de 127 mm e por 118 peças de artilharia antiaérea de 25 mm. Podia navegar à velocidade máxima de 30 nós. A sua autonomia (a 14 nós) era de 9 500 milhas náuticas. E a sua guarnição normal compreendia 1 360 homens. Após a entrada em guerra do Japão contra os Estados Unidos e os seus aliados, o «Kongo» participou em inúmeras operações bélicas, tanto no Índico (Índias Orientais Neerlandesas, Ceilão) como no Pacífico (Midway, ilhas Salomão, Guadalcanal, Santa Cruz). Na noite de 21 de Novembro de 1944, quando o navio cruzava o estreito de Formosa, foi alvejado por três torpedos disparados do submarino norte-americano «Sealion». O couraçado nipónico prosseguiu, no entanto, o seu caminho. Mas, duas horas mais tarde, produziu-se uma estrondosa explosão no seu paiol de munições e o navio virou-se. Acabando por afundar-se, causando a morte de 1 200 dos seus tripulantes. O drama foi presenciado, de perto, pelo submarino agressor, que perseguira o «Kongo», na expectativa de poder lançar um segundo ataque contra o poderoso couraçado.

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