quarta-feira, 12 de agosto de 2009

«MIGUEL DE CERVANTES»


Cruzador ligeiro espanhol da classe 'Almirante Cervera'. Foi construído nos estaleiros S.E.C.N. do Ferrol (Galiza) em 1930. Era uma unidade com 172,62 m de comprimento por 16,65 m de boca, capaz de deslocar 9 200 toneladas e de navegar à velocidade máxima de 34 nós. A sua guarnição era constituída por 566 homens (oficiais, sargentos e praças). Estava armado com 12 peças de artilharia e com 4 tubos lança-torpedos triplos. Em 1936, quando se encontrava no Ferrol e ali foi conhecida a rebelião franquista, o «Cervantes» recebeu ordens de Madrid para se dirigir ao Mediterrâneo, a fim de, com outras unidades navais fiéis à República, participar no bloqueio aos portos espanhóis do norte de África. O cruzador levava uma marinhagem sublevada, que se apoderara do navio para impedir que a oficialidade aderisse à facção rebelde, como já acontecera noutros navios. O «Miguel de Cervantes» participou no bombardeamento de La Línea (27/07/1936) e no de Ceuta (ocorrido três dias mais tarde). A 22 de Novembro desse mesmo ano, o navio foi seriamente danificado por torpedos expedidos do submarino «Torricelli» (futuro «General Sanjurjo»). Por essa razão, o cruzador esteve em reparação no arsenal de Cartagena até Março de 1938. O «Miguel de Cervantes» encontrava-se entre os navios republicanos que -a 11 de Março de 1939- se refugiou em Túnis, onde as respectivas guarnições solicitaram asilo político. O navio foi posteriormente entregue pelas autoridades francesas à marinha nacionalista, que ainda o utilizou na guerra do Ifni. Foi desclassificado em 1964 e desmantelado.

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