sexta-feira, 28 de agosto de 2009

«INFANTE DOM HENRIQUE»


Paquete português que pertenceu à frota da Companhia Colonial de Navegação e, posteriormente, à da C.T.M.. Foi construído nos estaleiros belgas de John Cockerill (Hoboken/Antuérpia) em 1961. Era um gracioso, estável e luxuoso navio com 195,50 m de comprimento por 24,50 m de boca, capaz de deslocar 24 000 toneladas. A sua propulsão era assegurada por duas poderosas máquinas que lhe imprimiam uma velocidade máxima de 21 nós. A tripulação completa do «Infante Dom Henrique» era composta por 318 pessoas e o navio podia receber a bordo 1 018 passageiros distribuídos por três classes : 1ª, turística e turística B. O paquete dispunha de 4 salões com bar, 2 restaurantes, 1 hospital, 2 capelas, biblioteca e sala de leitura, salão de cabeleireiro, etc. A sua decoração, que fora confiada ao arquitecto José Manuel Barreto, era sumptuosa. O «Infante Dom Henrique» foi inaugurado a 4 de Outubro de 1961 numa viagem às colónias portuguesas de África. Serviu sobretudo nessa linha (Lisboa-Luanda-Lobito-Lourenço Marques-Beira-Lisboa) e em cruzeiros até 1976. Já inactivo, o «Infante» foi comprado (em 1977) pelo Gabinete da Área de Sines, para alojar os trabalhadores das muitas obras em realização no complexo industrial desse porto alentejano. Em 1986 o navio foi adquirido pelo conhecido armador grego Potamianos, que lhe mudou o nome para «Vasco da Gama» e o utilizou como unidade de cruzeiros em diferentes mares do globo. O navio deu, nessa altura e nessa função, várias voltas ao mundo. Em 1994 passou para a posse da Premier Cruises, uma sociedade turística norte-americana que lhe deu o seu derradeiro nome : «Seawind Crown». Depois de várias peripécias ligadas à falência do seu último proprietário, o velho navio esteve arrestado, uns tempos, no porto de Barcelona. Até que, no ano de 2004, foi parar à China, país onde foi desmantelado.

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