quarta-feira, 19 de agosto de 2009

«GRANDCAMP»


Este cargueiro era do tipo 'Liberty Ship' e foi construído em 1942, nos estaleiros da firma California Shipbuilding, de Los Angeles. Deslocava, como os seus congéneres, 10 830 toneladas (em plena carga) e media 128,82 m de comprimento por 17,37 m de boca. Chamou-se, enquanto navegou com bandeira norte-americana, «Benjamin R. Curtis», mudando de nome quando foi transferido -em 1946- para a frota francesa da Compagnie Générale Transatlantique. A sua (triste) fama provém do facto do «Grandcamp» ter estado na origem de uma das maiores catástrofes portuárias de todos os tempos. Aquela que ocorreu no dia 16 de Abril de 1947, quando o navio carregava nitrato de amónio no porto de Texas City, perto de Houston. Um incêndio tendo-se declarado a bordo, o navio começou a ser rebocado para fora dos limites do porto e da importante zona industrial adstrita. Mas, antes de se poder consumar essa manobra, produziu-se uma enorme explosão no cargueiro, que projectou matéria incandescente sobre outros navios e sobre os imóveis do porto. Um maremoto de importantes proporções ameaçou a cidade, que acabou por ser evacuada. As exlosões sucederam-se durante 6 longos dias e, na hora, do balanço, registou-se a morte de 600 pessoas, ferimentos em 5 000 outras e prejuízos materiais incalculáveis. O cargueiro «Grancamp» volatilizou-se ! Apenas uma das suas âncoras foi encontrada enterrada num jardim, situado a 3 km do sítio onde estivera o navio e onde se produzira a deflagração que causou a catástrofe. Segundo aquilo que foi apurado pela comissão de inquérito, a explosão do navio francês poderá ter sido provocada por uma ponta de cigarro deixada cair sobre o seu carregamento por um tripulante negligente.

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