domingo, 16 de agosto de 2009

«ITAPAGÉ»


Paquete brasileiro de 5 000 toneladas construído, em 1926/1927, nos Chantiers de Normandie, de Grand Quevilly (França), para a Companhia Nacional de Navegação Costeira. Media 119,70 m de comprimento por 15,80 m de boca. Tinha uma tripulação de 70 homens. Este navio, que assegurava a linha regular Rio de Janeiro-Recife, navegava ao largo das costas alagoanas, quando -às 13h50 do dia 26 de Setembro de 1943- foi sacudido por duas violentas explosões provocadas por outros tantos disparos de torpedos feitos por um submarino alemão; que se presume ter sido o U-161. O «Itapagé» adernou para o lado onde se haviam produzido os impactos (estibordo) e afundou-se em menos de 5 minutos. No desastre pereceram 18 membros da sua equipagem e 9 passageiros. A carga do navio (constituída por tonéis de ácido muriático, óleo diesel, duas mil caixas de cerveja, dois camiões e 30 000 vasos para recolha de latex nas plantações de héveas) perdeu-se na sua totalidade. O brutal ataque ao «Itapagé», navio civil hasteando bandeira de um país neutro, revoltou a população do Brasil e determinou a entrada em guerra deste país ao lado das nações aliadas. Os restos do «Itapagé» (que repousam a 25 metros de profundidade) têm sido visitados por equipas (devidamente autorizadas) de arqueólogos submarinos.

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