quarta-feira, 12 de agosto de 2009

«ÉVORA»


Foi construído para a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses (vulgo C.P.) nos estaleiros Krupp, de Kiel (Alemanha), com chapas recicladas de navios da Grande Guerra. A cerimónia do bota-abaixo teve lugar no dia 18 de Julho de 1931. O «Évora» media 38,48 metros de comprimento por 8 metros de boca e o seu deslocamento bruto era da ordem das 300 toneladas. Dispunha de 350 lugares sentados. Os seus dois motores diesel -com uma potência aproximativa de 500 cv- imprimiam-lhe uma velocidade de pouco mais de 22 km/hora. O seu armador destinou-o à linha Terreiro do Paço-Barreiro, na qual o pequeno navio operou durante várias décadas. O «Évora» era o mais elegante e o mais rápido navio da frota da C.P.; sendo, por isso, o preferido dos passageiros que, diariamente e por razões profissionais, cruzavam o mar da Palha. Depois de desclassificado, o «Évora» desapareceu do estuário do Tejo, onde se tornara uma embarcação emblemática dos anos 40 e 50 do século passado. Até que surgiu, remodelado e quase irreconhecível (mas com o mesmo nome), no rio Sado; onde faz agora, a partir do porto de Setúbal, mini-cruzeiros com turistas desejosos de descobrir e admirar os encantos da Arrábida (serra e Portinho) e de outras maravilhas locais.

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