quinta-feira, 6 de agosto de 2009

«KRASSIN»


Quebra-gelos russo-soviético construído em 1916 pelos estaleiros britânicos da firma Armstrong, de Newcastle. O «Krassin» contribuiu para o salvamento de dezenas de navios nacionais e estrangeiros; mas a missão que mais o celebrizou ocorreu em 1929, ano em que socorreu e resgatou os sobreviventes da expedição polar de Umberto Nobile. Acontecimento ao qual toda a imprensa internacional se referiu. Este quebra-gelos chamou-se inicialmente (quando integrou a marinha czarista) «Sviatogor». Foi capturado pelos bolcheviques em 1917 e apresado, em 1919, pelos intervencionistas 'brancos', que o levaram para Inglaterra. O navio regressou definitivamente à Rússia em 1924, depois de um acordo estabelecido entre as autoridades comunistas e o governo de Londres. Foi então que o quebra-gelos recebeu o nome de «Krassin», em honra de um ilustre diplomata e governante soviético. O navio participou em inúmeras expedições científicas e foi, em 1933, o primeiro quebra-gelos a vencer a invernia e a levar mantimentos para a isolada ilha da Nova Zembla. Durante os difíceis anos da Segunda Guerra Mundial, o «Krassin» escoltou comboios de navios aliados que demandavam o porto de Murmansk, para ali descarregarem material de guerra ocidental e outras mercadorias de importância vital para a U.R.S.S.. No final dos anos 50 (do século XX), o «Krassin» sofreu uma importante remodelação, sendo as suas obsoletas caldeiras (que funcionavam a carvão) trocadas por 4 potentes motores diesel. O quebra-gelos manteve intensa e útil actividade até 1972, ano em que foi desactivado e substituído, no mar Árctico, sua zona de acção, por uma moderna unidade do mesmo tipo. Hoje, o venerável «Krassin» dá guarida a uma filial do Museu Mundial dos Oceanos.

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