sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

«QUEEN ANNE'S REVENGE»


Navio de 300 toneladas construído em Inglaterra no ano de 1710 e lançado à água com o nome de «Concord». Capturado um ano mais tarde pelos franceses, o navio foi registado no porto de Nantes e modificado para que pudesse adaptar-se ao tráfico de escravos. O seu designativo foi, então, afrancesado, passando o navio a chamar-se «La Concorde». O navio manteve-se, durante seis anos, nesse degradante comércio triangular (Europa-África-Antilhas), até que, no dia 28 de Novembro de 1717, nas águas da Martinica, foi tomado de assalto pelo pirata Benjamin Hornigold, que confiou o respectivo comando a Edward Teach -alcunhado o ‘Barba Negra’- um dos seus mais temíveis lugar-tenentes. Este deu-lhe o estranho nome com que o navio se celebrizou, devido, ao que parece, ao facto de ele próprio ter participado na chamada Guerra da Rainha Ana, um dos muitos conflitos travados pela posse da América do norte entre forças britânicas e francesas. Armado com uma quarentena de bocas de fogo, o «Queen Anne’s Revenge» assolou o Atlântico -do golfo do México até às costas de África- atacando, indiscriminadamente, navios britânicos, holandeses, espanhóis, portugueses, etc. Atribui-se a Teach e a este seu veleiro armado, a captura de 18 unidades mercantes, algumas delas armadas e de grande porte. Mas em 1718, aquando do bloqueio do porto de Charleston, o navio fez naufrágio ao tentar a entrada na baía de Old Topsail, na actual Carolina do norte. O seu capitão (que, só 6 meses mais tarde, seria capturado e degolado pelo tenente Robert Maynard, da ‘Royal Navy’) e comparsas sairiam sãos e salvos da aventura. Em Novembro de 1996, uma equipa de mergulhadores da empresa Intersal Inc, encontrou, no sítio do naufrágio, os restos de um navio que se acredita serem os do «Queen Anne’Revenge». A co-relação entre esse achado e o navio pirata ainda não foi confirmada oficialmente, mas há indícios fortes que apontam para que essa descoberta corresponda, realmente, aos despojos do veleiro do ‘Barba Negra’.

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