
Este navio foi construído em 1918 no Reino Unido pelos estaleiros da firma Smith's Dock Cº, de Middlesbrough. Foi, inicialmente, uma canhoneira da 'Royal Navy', que operou, até 1920, com o nome de «Kilkeel». Foi, depois, transformado em navio de pesca, usando (até 1927) o designativo de «Falconer». Dois anos mais tarde, em 1929, este navio foi comprado pelo consórcio C. A. Moreira/Sociedade Exploradora de Transportes, da Cidade Invicta, que o registou na capitania do Porto com o seu derradeiro nome : «Catalina». Apresentava 632 toneladas de arqueação bruta e media 55,50 metros de comprimento por 9,08 metros de boca por 4,70 metros de pontal. Estava equipado com 1 máquina a vapor de tripla expansão, desenvolvendo uma potência de 94 nhp, força que lhe facultava uma velocidade máxima de 14 nós. Foi utilizado, nos tempos em que hasteou a bandeira verde-rubra, no comércio com os países da Europa do norte e com o Canadá, mas também com Cuba, país das Caraíbas onde chegou a ir fazer carregamentos de açúcar. Aquando da sua última viagem, levava a bordo uma tripulação de 18 homens, sendo 10 deles ilhavenses. No dia 15 de Janeiro de 1942, por volta das 11 h 34, quando navegava entre Fortune Bay e a Terra Nova (onde ia carregar bacalhau frescal), foi interceptado e atacado pelo submarino alemão «U-203». O torpedo disparado pelo submersível germânico, atingiu o «Catalina» a meia-nau, provocou uma explosão e ditou a sorte do navio português (e neutro), que se afundou em apenas 2 minutos. Não houve sobreviventes. Curiosidade : o «Catalina» foi um dos muitos navios da nossa marinha mercante a ser afundado, durante a 2ª Guerra Mundial, pela 'Kriegsmarine', que, assim, desrespeitou o estatuto de neutralidade do nosso país. Evocando 'erros', a Alemanha nazi chegou a indemnizar os proprietários de alguns deles.
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