quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

«VITAL DE OLIVEIRA»


Esta unidade da armada brasileira (onde actuou como navio hidrográfico, como transporte de tropas, como navio de patrulha costeira, como navio de instrução e até como navio-farol) era o antigo vapor «Itaúba», que, durante largos anos transportou passageiros e frete ao longo da costa sul-americana. Foi construído na Escócia, no estaleiro da firma Ailsa Shipbuildind Cº (de Troon) em 1910, por encomenda da Companhia de Navegação Costeira. Mas, logo em 1911, o navio foi requisitado pela marinha de guerra, que o utilizou como transporte da força naval brasileira enviada a Asunción, para garantir a livre navegação no rio Paraguai. Isto, numa altura (1911-1912) em que a nação homónima estava mergulhada numa sangrenta guerra civil. Devolvido à vida civil, o navio foi de novo incorporado na armada em 1931 e rebaptizado (no ano seguinte) com o nome de Vital de Oliveira, em homenagem a um capitão-de-fragata morto em combate, no ano de 1867, durante a Guerra do Paraguai. A celebridade deste modesto navio está, porém, ligada ao facto de ter sido torpedeado e afundado pelo submarino alemão «U-861» em data de 19 de Julho de 1944. Esse acto de guerra teve lugar a 25 milhas da costa fluminense, quando o navio transportava um contingente militar de Natal para o Rio de Janeiro. No soçobro do «Vital de Oliveira» morreram 99 das 270 pessoas que transportava. Este navio, que foi a única unidade da marinha de guerra brasileira torpedeada durante o segundo conflito generalizado (todos os outros navios brasileiros destruídos pelos submarinos germânicos eram mercantes), deslocava 1 737 toneladas e media 82,30 metros de comprimento por 12,30 de boca. Era movido por 2 máquina a vapor, que desenvolviam 540 cv de potência global e podia navegar à velocidade máxima de 9 nós. Estava armado com 2 modestas peças de artilharia de 47 mm.

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