Embarcação -destinada ao transporte de passageiros- construída, em 1904, pelo estaleiro Crawford & Reid, de Tacoma, estado de Washington. Pertencente à frota da Seattle and Alki Transportation Company, o «Dix» era um pequeno navio de 130 toneladas, medindo 31 metros de comprimento por 6 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por 1 máquina a vapor e por 1 hélice. O seu lançamento à água foi dos mais problemáticos e teve que ser apoiado (no dia seguinte ao previsto para essa cerimónia) por um rebocador. Considerado de mau augúrio pelos supersticiosos, este incidente seria, 'a posteriori', alvo de muitos comentários (nomeadamente da imprensa local), aquando do fim trágico do navio. Que ocorreu dois anos mais tarde -a 16 de Novembro de 1906- aquando de uma colisão acidental com o vapor «Jeanie», cargueiro com um tamanho dez vezes superior ao do «Dix». A infortunada embarcação navegava nas águas do Puget Sound, entre Seattle e Port Blakeley, com 77 passageiros a bordo e terá sido afundada devido à imperícia de quem o pilotava, num momento de ausência do seu mestre. O «Dix» afundou-se imediatamente após o choque e, apesar de rapidamente terem surgido na zona do sinistro várias embarcações de socorro, 50 dos seus viajantes morreram afogados. Naquele que foi o mais dramático naufrágio de que há memória naquela região dos Estados Unidos da América. Em 1973 foi erigido um monumento em homenagem às vítimas do «Dix» no Duwamish Head Park, situado nas cercanias do lugar onde ocorreu a tragédia. Em 2011 descobriram-se destroços (a 180 metros de fundo), que se presumem ser os do navio afundado em 1906.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
«DIX»
Embarcação -destinada ao transporte de passageiros- construída, em 1904, pelo estaleiro Crawford & Reid, de Tacoma, estado de Washington. Pertencente à frota da Seattle and Alki Transportation Company, o «Dix» era um pequeno navio de 130 toneladas, medindo 31 metros de comprimento por 6 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por 1 máquina a vapor e por 1 hélice. O seu lançamento à água foi dos mais problemáticos e teve que ser apoiado (no dia seguinte ao previsto para essa cerimónia) por um rebocador. Considerado de mau augúrio pelos supersticiosos, este incidente seria, 'a posteriori', alvo de muitos comentários (nomeadamente da imprensa local), aquando do fim trágico do navio. Que ocorreu dois anos mais tarde -a 16 de Novembro de 1906- aquando de uma colisão acidental com o vapor «Jeanie», cargueiro com um tamanho dez vezes superior ao do «Dix». A infortunada embarcação navegava nas águas do Puget Sound, entre Seattle e Port Blakeley, com 77 passageiros a bordo e terá sido afundada devido à imperícia de quem o pilotava, num momento de ausência do seu mestre. O «Dix» afundou-se imediatamente após o choque e, apesar de rapidamente terem surgido na zona do sinistro várias embarcações de socorro, 50 dos seus viajantes morreram afogados. Naquele que foi o mais dramático naufrágio de que há memória naquela região dos Estados Unidos da América. Em 1973 foi erigido um monumento em homenagem às vítimas do «Dix» no Duwamish Head Park, situado nas cercanias do lugar onde ocorreu a tragédia. Em 2011 descobriram-se destroços (a 180 metros de fundo), que se presumem ser os do navio afundado em 1906.
«VILLE D'ORAN»
Irmão gémeo do paquete «Ville d'Alger», este navio foi realizado pela Société Provençale de Constructions Navales, de La Ciotat; que deu a sua construção por terminada em 1936. Destinado às ligações de Marselha com os portos das colónias do norte de África, o «Ville d'Oran» cumpriu essa sua missão com resultados satisfatórios para os utentes dessa frequentada linha. Com a eclosão da guerra contra o Eixo, o navio foi requisitado pela armada francesa, denominado «X5» e transformado em cruzador auxiliar. Foi na sequência dessa transformação que a sua ilhueta foi alterada, já qu lhe foi retirada uma das suas duas chaminés. Em Abril de 1940, o antigo paquete participou na expedição militar à Noruega, durante a qual foi atingido por uma bomba largada de uma aeronave alemã, que lhe causou alguns danos materiais. Ainda nesse ano, em Junho, o ex-«Ville d'Oran» foi incumbido de transferir o 'stock' de ouro do Banco de França para Casablanca e dali para Dacar. Cidade capital do Senegal, onde o navio foi desarmado. De regresso a Marselha no ano seguinte, este navio retomou (com o seu nome inicial) as suas carreiras no Mediterrâneo. Encontrava-se em Argel, quando, em Setembro de 1941, foi novamente desactivado. Situação transitória, visto ter sido, em finais de 1942, novamente requisitado pelos Aliados, em vista da sua utilização (como transporte de tropas) no desembarque na Sicília. Findo o conflito, o «Ville d'Oran» foi submetido a trabalhos de modernização e regressou -em 1949- à sua actividade inicial. Em 1954, o navio (então propriedade do estado) foi colocado sob a gerência da Compagnie Générale Transatlantique. Em Junho de 1965, já depois da independência da Argélia e de uma quebra significativa do tráfego transmediterrânico, o navio em apreço foi vendido ao armador grego Typaldos; que lhe deu, sucessivamente, os nomes de «Mount Olympos» e «Olympos» e que encarou a hipótese de o colocar numa linha que unisse Marselha a Haifa (Israel). Parece que esse plano nunca chegou a concretizar-se, devido à falência do seu novo proprietário. Desqualificado, o veterano paquete francês acabou por ser desmantelado em Trieste (Itália) no ano de 1970. O «Ville d'Oran», que podia transportar 1 100 passageiros em 1ª classe e em 'turística', apresentava uma arqueação bruta de 10 172 toneladas e media 136,50 metros de comprimento por 19,20 metros de boca. Navegava com dois grupos de turbinas Parsons (que desenvolviam uma potência de 18 000 cv), que lhe autorizavam uma velocidade de cruzeiro de 21,5 nós.
«U-29»
O «U-29» foi um submarino alemão da Segunda Guerra Mundial, lançado à água em 28 de Agosto de 1936 pelos estaleiros Bremen AG Weser. Pertencia à classe 'VII A' e deslocava 745 toneladas em imersão. Dimensões : 64,05 metros de comprimento; 5,85 metros de boca; 4,04 metros de calado. Equipado com motores diesel/eléctricos, o «U-29» podia alcançar as velocidades máximas de 17 nós à superfície e de 8 nós em configuração de mergulho. Podia evoluir à profundidade máxima de 220 metros. Estava armado com 5 tubos lança-torpedos de 533 mm (4 dos quais se situavam à proa), com 1 canhão de 88 mm e com 1 metralhadora AA de 20 mm. A sua guarnição habitual era constituída por 46 homens, incluindo oficiais. O «U-29» esteve destacado na 2ª Flotilha de Submarinos -entre 16 de Novembro de 1936 e 2 de Janeiro de 1941- onde, paralelamente à sua actividade bélica, serviu de plataforma de instrução às novas tripulações. Cumpriu, sucessivamente, as mesmas funções nas 24ª, 22ª e 21ª Flotilhas. Já no final do conflito (em Março de 1945), este submarino foi destacado para o fiorde de Flensburg, a partir de onde cumpriu as suas derradeiras missões de guerra. Na realidade, o «U-29» realizou apena nove patrulhas operacionais, com uma duração total de 222 dias, durante as quais logrou afundar 12 navios inimigos, totalizando 85 265 toneladas. A sua mais destacada vítima foi o porta-aviões «Courageous» (de 22 500 toneladas), da armada real britânica, que este 'lobo cinzento' torpedeou e afundou nos primeiros dias daquela que viria a ser a maior tragédia da História.«DANMARK»
Magnífico veleiro dinamarquês de 3 mastros e com casco de aço, que é, actualmente, pertença do Centro de Treino e de Educação Marítima de Frederikshavn. Foi construído, em 1932, nos estaleiros navais de Nakskov, na ilha de Lolland, com o objectivo de substituir o navio-escola «Kobenhavn» (desaparecido tragicamente em 1928) e de ministrar treino de mar aos oficiais da marinha mercante do reino da Dinamarca. Era, aquando do seu lançamento à água, um navio com 790 toneladas de arqueação bruta e com as seguintes dimensões : 77 metros de comprimento, 9,80 metros de boca e 5,20 metros de calado. O seu aparelho vélico compreende 26 panos redondos e latinos. O navio está equipado com uma máquina auxiliar (diesel) com 486 cv de potência, capaz de lhe proporcionar 9 nós de velocidade máxima. O «Danmark» tem uma tripulação permanente de 15 homens e pode receber, em simultâneo, 80 estagiários. Em 1939, este navio encontrava-se nos Estados Unidos, onde fora participar na Feira Mundial de Nova Iorque. Surpreendido com a notícia da eclosão da guerra na Europa, o seu comandante decidiu permanecer em águas territoriais norte-americanas e refugiou-se no porto de Jacksonville (Florida), onde se manteve até finais de 1941 graças à ajuda da comunidade de origem dinamarquesa. Após o ataque-surpresa contra Pearl Harbour, o capitão Knud Hansen (comandante do navio) propôs ao governo de Washignton que o «Danmark» passasse a ser utilizado pela sua armada como navio de treino de oficiais; oferta que foi aceite. O navio escandinavo foi então dirigido para New London (Connecticut), onde passou a ministrar instrução aos cadetes da Guarda Costeira dos EUA. Cerca de 5 000 futuros oficiais receberam formação a bordo até 1945. Ano em que, com o fim da guerra, o navio foi remetido à Dinamarca, onde voltou às suas actividades normais de academia flutuante e itinerante. A excelente experiência vivida com o «Danmark» tornou-se de tal modo preciosa, que levou à aquisição do «Eagle» pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Uma placa de bronze alusiva aos serviços prestados durante a 2ª Guerra Mundial pelo navio em apreço está fixada no mastro grande do «Danmark». Curiosidade : este navio foi utilizado nas filmagens da série de televisão da BBC «Onedin Line».
«MISSOURI»
A não confundir com o seu famoso homónimo da 2ª Guerra Mundial. O navio aqui em apreço, também ele um couraçado, foi lançado à água em 1901 (pelos estaleiros virginianos da Newport News Shipbuilding) e esteve activo -na armada dos Estados Unidos- até 1919, ano em que foi enviado para a sucata. Pertencia à classe 'Maine' e foi o segundo navio da frota norte-americana a homenagear «a Mãe do Oeste», um dos cognomes pelo qual é conhecido o estado de Missouri. Este couraçado deslocava 13 500 toneladas e media 120 metros de comprimento por 22 metros de boca. Podia navegar a uma velocidade superior a 18 nós. Com uma guarnição avizinhando os 600 homens (oficiais incluídos), o «Missouri» estava poderosamente blindado e estava armado com 4 canhões de 305 mm, com 16 outros de 152 mm e com mais 6 de 76 mm. Estas peças constituíam, com os seus lança-torpedos de 460 mm, o seu armamento principal. Afectado à Frota do Atlântico Norte, este navio começou a sua carreira de maneira desastrosa, já que, em 1904, quando efectuava as provas de mar, foi teatro de um acidente (no paiol de munições) que quase causou a sua perda. Depois de ter cumprido uma missão no Mediterrâneo e de ter visitado a Jamaica (onde a sua guarnição teve a ocasião de prestar apoio à população local, aquando do terramoto de Janeiro de 1907), o «Misouri» participou no cruzeiro da chamada Grande Frota Branca que, entre 16 de Dezembro de 1907 e 22 de Fevereiro de 1909, fez uma triunfal viagem à volta do Mundo, para demonstrar o poderio naval dos 'states'. Cuja ambição era, nessa altura e nessa matéria, colocar-se ao nível da 'Royal Navy'. Em 1912, este navio esteve em Cuba, ilha onde desembarcou uma força de fuzileiros. Antes da eclosão da Grande Guerra, este couraçado ainda deu formação de oficial a vários cursos de aspirantes. Missão que repetiu, em Chesapeake Bay, já depois dos Estados Unidos da América terem declarado guerra aos Impérios Centrais. Na sequência, como é sabido, do afundamento do paquete «Lusitania», em cujo naufrágio (por torpedeamento) se perderam muitas vidas de cidadãos americanos. Em 1917, a sua vetustez colocou o navio fora das operações de primeira linha. No imediato pós-guerra, o «Missouri» fez quatro viagens a Brest (Bretanha), de onde repatriou milhares de soldados, que se haviam batido nos campos de batalha de França. Foi desmantelado (no ano de 1922, em Filadélfia) no âmbito do Tratado Naval de Washington, que limitava a tonelagem das grandes armadas.
sábado, 11 de janeiro de 2014
«ARKA NOEGO»
Este pequeno navio da armada polaco-lituana foi construído num desconhecido estaleiro do mar Báltico por volta de 1625. Serviu na supracitada frota até 1632, ano em que foi capturado pela Suécia; contra a qual lutara gloriosamente no decorrer de duas batalhas : a de Hel, ocorrida a 17 de Maio de 1627 e a de Oliwa, que se travou no dia 28 de Novembro desse mesmo ano. Estes combates desenrolaram-se no quadro das hostilidades entre estas duas potências do Báltico -Suécia e Polónia- provocadas por questões dinásticas e aquando do bloqueio do porto de Gdansk. O «Arka Noego» (cujo nome significa 'Arca de Noé') era um navio de 180 toneladas, que estava armado com 16 peças de artilharia de fraco calibre. No decorrer das referidas batalhas navais, dispôs, para além da sua guarnição normal de 35 homens, de uma força de infantaria de marinha composta por 50/70 elementos. Capturado em Janeiro de 1632, após a conquista de Wismar pelo exército sueco, o «Arka Noego» foi incorporado na armada do adversário com o nome de «Vita Hunden». As últimas notícias referenciando este histórico navio datam do ano de 1636, ano em que foi desmobilizado pela armada real sueca e vendido a um armador particular. Depois dessa data perdeu-se-lhe o rasto...
domingo, 5 de janeiro de 2014
«AUSONIA»
Lançado à água a 5 de Agosto de 1956 pelos Cantieri Reuniti dell'Adriatico (de Monfalcone), este navio -encomendado pela companhia Adriatica Lines- destinava-se, inicialmente, a servir numa carreira que partia de Trieste e fazia escala nos portos intermediários de Veneza, Brindisi, Alexandria, Beirute, Pireu (Atenas) e Bari. O «Ausonia» permaneceu nesse trajecto durante algum tempo, alternando (até 1978) essas viagens com cruzeiros no Mediterrâneo. Depois de ter sido sujeito a grandes trabalhos de modernização, que aumentaram o numero de passageiros de 530 para 690, o «Ausonia» foi posto à venda. Com 11 879 toneladas de arqueação bruta, este bonito navio de passageiros media 160 metros de comprimento por 21,30 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por turbinas a vapor, cuja potência lhe permitia navegar à velocidade de cruzeiro de 25 nós. A sua tripulação nunca ultrapassou os 215 elementos, mesmo quando, no final da sua carreira, este navio viu a sua capacidade alargada para 750 passageiros. O «Ausonia» é um belo exemplo de longevidade, pois navegou durante 52 longos anos ao serviço do seu primeiro e identificado armador (que chegou a fretá.lo à First Choice Holidays, durante 4 anos) e mais tarde -entre 1978 e 1998- com as cores de Itália Crociere Internazionali. De 1998 a 2005 arvorou o pavilhão do armador Louis Cruise Lines, que registou o navio em Chipre e que lhe substituiu o nome de origem pelo de «Ivory». De 2005 a 2009, o navio integrou a frota da Golden Star Cruises, passando a denominar-se «Aegean Two». Em 2009, o antigo «Ausonia» foi retirado do activo, devido à sua evidente vetustez, e baptizado com o seu derradeiro nome de «Winner 5». O contrato de desmantelamento deste navio foi feito com uma companhia indiana de Alang, que iniciou as operações de corte no ano seguinte. Curiosidade : a foto mostra o «Ausonia» no início da sua carreira, navegando diante da monumental cidade de Veneza.
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