Submarino da armada hitleriana, pertencente ao tipo VIIC. O «U-701» saíu dos estaleiros navais da firma H.C. Stucken und Sohn, de Hamburgo, em meados de Abril de 1941 e tornou-se operacional, em Julho desse mesmo ano, sob as ordens do capitão-tenente Horst Degen. Destacada para as águas do Atlântico norte, esta unidade submersível realizou apenas 3 patrulhas. Mas ilustrou-se durante as ditas, por ter afundado 5 mercantes dos Aliados (totalizando cerca de 26 000 toneladas) e por ter danificado 4 outros. É-lhe também atribuído a destruição total de 4 navios de guerra auxiliares e a destruição parcial de um contratorpedeiro. Em 1942, este submarino aventurou-se nas águas territoriais dos Estados Unidos. Descoberto pelos meios de vigilância aérea, o «U-701» foi bombardeado por um aparelho 'Hudson' do 396º esquadrão da USAAF e afundado -a 7 de Julho- ao largo do cabo Hatteras. Apenas sobreviveram 7 membros da equipagem, incluindo o seu capitão. Que, naturalmente, foram capturados pela Guarda Costeira e imediatamente internados num campo de prisioneiros. A carcaça do «U-701» só foi descoberta em 1989, por um mergulhador de nome Uwe Lovas, que (a pedido das autoridades locais) guardou o segredo do seu achado durante 15 anos. Hoje, os destroços deste submarino alemão (que jazem a 35 metros de profundidade) são visitados com alguma assiduidade por mergulhadores desportivos. O «U-701», como aliás todos os navios da sua classe, deslocava 871 toneladas em imersão e media 67,10 metros de comprimento por 6,20 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por 2 máquinas diesel e por 2 motores eléctricos. A velocidade máxima do «U-701» era de 17,7 nós à superfície (7,6 nós em imersão) e este engenho podia operar a uma profundidade da ordem dos 200 metros. O armamento de bordo compreendia 5 tubos lança-torpedos de 533 mm, 1 canhão de 88 mm e várias peças antiaéreas. A tripulação dos VIIC variava entre 44 e 52 homens.
terça-feira, 23 de julho de 2013
«U-701»
Submarino da armada hitleriana, pertencente ao tipo VIIC. O «U-701» saíu dos estaleiros navais da firma H.C. Stucken und Sohn, de Hamburgo, em meados de Abril de 1941 e tornou-se operacional, em Julho desse mesmo ano, sob as ordens do capitão-tenente Horst Degen. Destacada para as águas do Atlântico norte, esta unidade submersível realizou apenas 3 patrulhas. Mas ilustrou-se durante as ditas, por ter afundado 5 mercantes dos Aliados (totalizando cerca de 26 000 toneladas) e por ter danificado 4 outros. É-lhe também atribuído a destruição total de 4 navios de guerra auxiliares e a destruição parcial de um contratorpedeiro. Em 1942, este submarino aventurou-se nas águas territoriais dos Estados Unidos. Descoberto pelos meios de vigilância aérea, o «U-701» foi bombardeado por um aparelho 'Hudson' do 396º esquadrão da USAAF e afundado -a 7 de Julho- ao largo do cabo Hatteras. Apenas sobreviveram 7 membros da equipagem, incluindo o seu capitão. Que, naturalmente, foram capturados pela Guarda Costeira e imediatamente internados num campo de prisioneiros. A carcaça do «U-701» só foi descoberta em 1989, por um mergulhador de nome Uwe Lovas, que (a pedido das autoridades locais) guardou o segredo do seu achado durante 15 anos. Hoje, os destroços deste submarino alemão (que jazem a 35 metros de profundidade) são visitados com alguma assiduidade por mergulhadores desportivos. O «U-701», como aliás todos os navios da sua classe, deslocava 871 toneladas em imersão e media 67,10 metros de comprimento por 6,20 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por 2 máquinas diesel e por 2 motores eléctricos. A velocidade máxima do «U-701» era de 17,7 nós à superfície (7,6 nós em imersão) e este engenho podia operar a uma profundidade da ordem dos 200 metros. O armamento de bordo compreendia 5 tubos lança-torpedos de 533 mm, 1 canhão de 88 mm e várias peças antiaéreas. A tripulação dos VIIC variava entre 44 e 52 homens.
«NOTRE-DAME DU VERGER»
segunda-feira, 22 de julho de 2013
«SOPHIA AMALIA»
Navio da marinha real dinamarquesa construído, em 1650, nos estaleiros de Hovedoen, na Noruega, quando esse vasto território ainda estava sob administração do governo de Copenhague. O «Sophia Amalia» (assim baptizado em honra de Sofia Amália de Brunswick-Luneburg, esposa do futuro rei Frederico III) era um vaso de guerra com 2 800 toneladas de deslocamento (em plena carga), que media 51,80 metros de comprimento por 12,65 metros de boca. O seu armamento de 108 canhões superava o do HMS «Sovereign of the Seas», segundo o desejo expressado pelo seu comanditário, que foi o rei Cristiano IV; que encomendou os planos deste navio (com uma guarnição de mais de 800 homens) ao arquitecto naval escocês James Robbins. Para além de satisfazer a vaidade do supracitado soberano, o «Sophia Amalia» (que tinha o castelo de popa soberbamente decorado com trabalhos de talha dourada) também surgiu num tempo de grande tensão internacional. Quando as potências locais tentavam assegurar a supremacia sobre as águas do mar Báltico. É pouco provável que este navio tenha conhecido o baptismo de fogo. Segundo as parcas informações de que dispomos, o «Sophia Amalia» terá sido esmantelado no ano de 1687. Uma interessantíssima maqueta deste extraordinário navio seiscentista está exposta no Orlogmuseet, de Christianshavn, um histórico bairro da capital da Dinamarca.
«VIRGINIAN»
Paquete construído em 1905 nos estaleiros da casa Alexander Stephen & Sons, de Glásgua, para a frota da companhia canadiana Allan Lines. O «Virginian» era um navio com 10 757 toneladas de arqueação bruta e com as dimensões seguintes : 164,40 metros de comprimento; 18,30 metros de boca; 10 metros de calado. As suas máquinas (equipadas com turbinas a vapor) accionavam 3 hélices e desenvolviam uma potência que lhe permitia atingir a velocidade máxima de 18 nós. Este navio, concebido para o tráfego transatlântico, podia transportar 1 712 passageiros, dos quais um milhar (sobretudo emigrantes) viajavam no porão, em condições de grande desconforto. A sua viagem inaugural começou -a 4 de Junho de 1905- no porto de Liverpool e terminou em Montreal, no Canadá, após uma escala na cidade de Quebeque. O «Virginian» tornou-se conhecido mundialmente em Abril de 1912, pelo facto de se encontrar não muito longe do sítio onde naufragou o «Titanic» e de ter sido um dos navios que trocou mensagens -via TSF- com o infortunado paquete da White Star. A partir de meados de 1914, este navio foi fretado pela Canadian Pacific, para substituir o «Empress of Ireland», que se afundou, também com grande mortandade de passageiros e de tripulantes (mais de mil pessoas), no curso do rio São Lourenço. Mas, com o estalar da Grande Guerra, o paquete foi requisitado pelas autoridades militares e afectado ao transporte das tropas das Forças Expedicionárias Canadianas. Devolvido ao seu funcionamento de navio civil, em 1917, o «Virginian» retomou as suas viagens entre o Canadá e a Inglaterra. A sua derradeira viagem nessa linha (com as cores da Canadian) iniciou-se a 11 de Junho de 1918, quando o mundo ainda estava em guerra. Em 1920, depois e sofrer importantes trabalhos de restauro, este navio foi vendido ao consórcio Swedish-America Line, que o baptizou com o nome de «Drottningholm» e o colocou na nova carreira Gotemburgo-Nova Iorque. De referir que as transformações então sofridas pelo navio foram importantes : nova motorização e restruturação do interior, com redução substancial do número de passageiros. Antes de ser retirado definitivamente de serviço e de ser desmantelado, em 1955 (num estaleiro especializado de Trieste), este navio usou o nome de «Brasil» e esteve -por conta da Home Lines, uma companhia subsidiária da Mediterranean Lines Inc.- numa carreira entre a Itália e o Rio de Janeiro. Depois de ter sofrido uma nova modernização em 1951, e com o derradeiro nome de «Homeland», o navio ainda assegurou o transporte de passageiros na linha Génova-Nápoles-Barcelona-Nova Iorque. Curiosidade : No período em que arvorou bandeira sueca e usou o nome de «Drottningholm», este paquete foi o transporte preferido da famosa actriz Greta Garbo, nas suas viagens entre os Estados Unidos e a sua Escandinávia natal.
«FORMIDABLE»
Porta-aviões da 'Royal Navy', lançado à água a 17 de Agosto de 1939 pelos estaleiros Harland & Wolff, de Belfast (Irlanda do Norte). Mas que só integrou os efectivos da armada britânica em Novembro do ano seguinte, quando o Reino Unido já se encontrava em estado de guerra com as potências do Eixo. O «Formidable», que pertenceu à classe 'Illlustrious', deslocava 28 661 toneladas (em plena carga) e media 226,70 metros de comprimento por 29 metros de boca. O seu sistema propulsivo desenvolvia uma potência de 110 000 shp, que conferia a este navio uma velocidade máxima de 30,5 nós e uma autonomia de 11 000 milhas náuticas (com o andamento reduzido a 14 nós). O seu armamento defensivo era constituído por 8 peças de artilharia de 113 mm e por 48 de 40 mm. O seu parque de aeronaves modificou-se durante o curso da 2ª Guerra Mundial, conflito durante o qual o «Formidable» desempenhou um papel importante. Assim, passaram, sucessivamente, pela coberta deste porta-aviões -que tinha uma guarnição de 1 200 homens- aparelhos tais como os 'Fulmar' e 'Swordfish', como os 'Martlet', 'Seafire' e 'Albacora' e como os 'Corsair' e 'Avenger'. A primeira acção de relevo do «Formidable» ocorreu em finais de Março de 1941, quando participou (vitoriosamente) na moderna batalha do cabo Matapão contra a armada italiana. A 21 de Maio desse mesmo ano, este porta-aviões sofreu (no teatro de operações do Mediterrâneo) sérios danos, causados por um ataque aéreo do inimigo, que o colocou fora de combate durante 6 meses. Reparado nos estaleiros navais de Norfolk, nos Estados Unidos, o «Formidable» voltou à luta. Depois de uma passagem breve pelo Pacífico (em 1942), o navio regressou ao Mediterrâneo a tempo de poder participar na campanha do norte de África e na invasão da Sicília (1943). Nesse período, a 17 de Novembro de 1943, foi atribuído a um grupo de aviões das suas flotilhas o afundamento do submarino alemão «U-331», que, pouco tempo antes havia provocado o soçobro do HMS «Barham». Em Julho e Agosto de 1944, o «Formidable» esteve envolvido nas operações Mascote e Goodwood, que consistiram numa série de ataques ao couraçado «Tirpitz», refugiado num fiorde da Noruega. De regresso ao Pacífico, em 1945, este navio esteve presente em várias operações importantes, tais como o apoio no desembarque na ilha de Okinava. Durante essa acção, o «Formidable» foi atingido (a 4 de Maio) por um 'kamikaze', que matou 8 membros da sua equipagem, provocou 47 feridos e destruiu vários equipamentos e 11 aviões. A 11 de Agosto, novo ataque 'kamikaze' provocou outros estragos a bordo, embora de nível menos importante. Após uma breve passagem pela Austrália, o navio voltou a Inglaterra, onde se constatou que os danos causados eram de grande monta e não justificavam (até porque, entretanto, a guerra já tinha acabado) o seu restauro. Depois de ter sido colocado em situação de reserva até 1947, o «Formidable» foi desmilitarizado e vendido para a sucata em 1953. O respectivo desmantelamento ocorreu no ano seguinte.
domingo, 21 de julho de 2013
«SAN JUAN»
A nau «San Juan» foi um navio basco do século XVI vocacionado para a caça à baleia e outros cetáceos. Acredita-se, firmemente, ter sido construída num estaleiro do porto de Pasaia (Guipuzcoa), de onde era também originária, muito provavelmente, toda a sua equipagem. Segundo as raras informações existentes sobre este navio, trata-se de uma nau de 'tamaño medio', com uma capacidade de 200 toneladas. A nau «San Juan» foi ao fundo, em data indeterminada do ano de 1565, em Red Bay -águas do Labrador- na sequência de uma tempestade. Descobertos em 1978, os seus restos têm sido submetidos, desde então, a intensos estudos, por parte das equipas do Departamento de Arqueologia Submarina dos Parques Naturais do Canadá. Segundo se diz, os restos desta embarcação oceânica do século XVI são dos que têm proporcionado mais informação à comunidade científica internacional sobre a construção naval da sua época. É muito provável que o modelo aqui reproduzido tenha, futuramente, uma réplica à escala 1/1; ou seja com 23 metros de comprimento por 7 metros de boca. Com efeito, o projecto de construção de um navio com o tamanho do original está em fase avançada de estudo e já tem o aval das autoridades canadianas, que são parte interessada no assunto. Aguardemos...
sábado, 20 de julho de 2013
«SELANDIA»
Construído, em 1912, nos estaleiros da firma Burmeister & Wain, de Copenhague, este misto (passageiros/carga) de bandeira dinamarquesa foi o primeiro navio de alto mar a ser equipado com motores diesel. O «Selandia» pertenceu à casa armadora EAC, uma empresa vocacionada para o comércio com o Extremo Oriente, que assegurou uma linha comercial regular entre a capital da Dinamarca e Banguecoque (Tailândia), com escala em Génova. O «Selandia», deslocava 4 950 toneladas, media 112,80 metros de comprimento por 16,20 metros de boca e estava desprovido de chaminé, fazendo-se a evacuação de fumos através do mastro de ré, que, obviamente, era oco. As suas 2 máquinas a gasóleo (8 cilindros, 4 tempos) desenvolviam uma potência de 1 250 cv e accionavam 2 hélices. Este sistema e propulsão (revolucionário para a época) garantia-lhe uma velocidade de cruzeiro de 12 nós. Segundo estimativas, a passagem do carvão para o diesel foi muito benéfica para o meio ambiente, já que as emissões de CO2 foram, de uma assentada, reduzidas de 50%. Desconhecemos o número de passageiros que podiam tomar lugar a bordo do «Selandia», mas sabemos que este navio disponibilizava -aos viajantes mais afortunados- 20 camarotes de luxo, 'de tamanho excepcional' e dotados com sanitários e casa de banho privativos. Este navio histórico mudou de mãos e de nome duas vezes, a partir de 1936. Com efeito, documentos referem-no com o designativo de «Norseman» e bandeira norueguesa (até 1940) e, depois, com o nome de «Tornator» e pavilhão da Finlândia. Alugado a um armador nipónico, este navio naufragou -no dia 26 de Janeiro de 1942, em circunstâncias que desconhecemos- ao largo de Omaisaki, no Japão.
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