terça-feira, 8 de maio de 2012
«GOETHE»
Construído em 1913 no estaleiro Gebr. Sachsemberg (na Alemanha), o «Goethe» é um barco de cruzeiros alemão que, ainda hoje -um século depois de ter sido lançado à água pela primeira vez- serve o turismo renano, navegando entre as cidades de Colónia e de Dusseldorf. Trajecto classificado Património da Humanidade pela UNESCO. Pertence à frota da Sociedade de Cruzeiros Köln-Düsseldorfer e pode receber um máximo de 900 passageiros por viagem. O «Goethe», uma embarcação accionada por rodas laterais, mede 83,40 metros de comprimento por 15,70 metros de boca; dimensões que fazem dele o maior barco do mundo do seu género. A sua máquina diesel (que substituiu, naturalmente, os primeiros engenhos a vapor que equiparam esta belíssima embarcação) desenvolve uma potência de 515 kW. Dotado dos mais modernos requisitos de segurança e de conforto, esta relíquia da navegação fluvial alemã do início do século XX (cujo nome presta homenagem a Werther Goethe, o príncipe dos poetas alemães) sobreviveu a duas guerras mundiais e é um exemplo paradigmático daquilo que pode ser feito para assegurar a conservação do património de um país. Infelizmente, essa sensibilidade não se generalizou.
«FOZ DO DOURO»
«AFRICAN QUEEN»
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Famoso por ter sido utilizado no filme «A Rainha Africana», realizado por John Huston em 1951, este pequeno barco a vapor foi desenhado pelo arquitecto naval Isaac J. Abdela e construída -em 1912- pelo estaleiro Abdela & Mitchell, situado no Canal Stround, em Brimscombe (Gloucestershire). Estes dados parecem ser os mais verosímeis, havendo, no entanto, uma outra notícia que o dá como realizado noutro estaleiro inglês. Enviado para o continente negro, o «African Queen», que tinha um casco em madeira e revestimento parcial em chapas de aço rebitado, operou inicialmente (no transporte de passageiros e carga) nos lagos Victoria e Albert por conta da companhia British East Africa Railways, à qual ele pertenceu de 1912 até 1968. No início dos anos 50 (do século XX) foi alugado pela produção da película supracitada, que teve como principais actores os inesquecíveis Humphrey Bogart e Katharine Hepburn. Este barco.-que se chamou «Livingstone» até à realização da famosa fita- foi encontrado no Cairo (capital do Egipto) em 1970 e adquirido por um cidadão norte-americano, que o levou para a sua terra e o restaurou. O «African Queen» passou, desde então, a navegar, com turistas, à volta de Key Largo, onde está matriculado. Em 18 de Fevereiro de 1992, passou a integrar o registo do Património Histórico dos Estados Unidos, facto que lhe vai garantir, presume-se, a preservação futura. Esta pequena embarcação tem à volta de
«SHEARWATER»
Navio da classe ‘Condor’, pertencente à marinha de guerra inglesa. Foi construído nos estaleiros HM Dockyard, de Sheerness (condado de Kent), e lançado à água no ano de 1900. Usou bandeira do Reino Unido, até 1915, ano em que foi cedido à armada irmã do Canadá, para actuar como navio de apoio a uma flotilha de submarinos. Foi um dos três navios de guerra que permaneceu (até 1917) na costa do Pacífico, ficando estacionado na base de Esquimalt (Columbia Britânica). Perante a inactividade inimiga nessa região, parte da sua artilharia (2 canhões de
segunda-feira, 9 de abril de 2012
«CAMPBELTOWN»

Lançado ao mar em Janeiro de 1919 pelos estaleiros de Bath Iron Works (no Maine), este contratorpedeiro, da classe 'Wickes', fez parte da armada dos Estados Unidos -com o nome de «Buchanan»- até 3 de Setembro de 1940, data em que foi cedido à marinha real britânica; na qual foi integrado com o nome de HMS «Campbeltown». Depois de dois abalroamentos acidentais, sofreu reparações em Inglaterra e foi emprestado à armada neerlandesa, no seio da qual permaneceu pouco tempo. Integrado no 7º Grupo de Escolta, o «Campbeltown» cumpriu missões no Atlântico, onde, em Setembro de 1941, resgatou os náufragos do petroleiro norueguês «Vinga», afundado por um ataque aéreo da 'Luftwaffe'. Depois de sofrer novas reparações (no estaleiro de Devonport), o navio foi seleccionado para participar na operação 'Chariot', cabendo-lhe o difícil papel de investir as portas da maior doca seca de Saint Nazaire (na França ocupada), a única fora da Alemanha capaz de acolher o couraçado «Tirpitz», ameaça potencial para as forças navais britânicas. A investida contra Saint Nazaire, que ocorreu à 1h34 de 28 de Março de 1942, resultou em pleno, já que a doca visada ficou indisponibilizada até 1947, até muito depois de ter terminado a 2ª Grande Guerra. O preço a pagar foi, no entanto, terrível : a detonação dos explosivos transportados pelo navio da 'Royal Navy' provocaram a morte de 250 militares alemães e de civis franceses trabalhando no estaleiro. Por outro lado, as forças de ataque do Reino Unido, constituídas por 611 homens, sofreram, também elas, 169 mortos, muitos feridos e 215 prisioneiros. O resto da tropa de Sua Majestade foi evacuada para a Inglaterra, graças a uma flotilha de pequenas embarcações utilizada durante essa aparatosa operação. O HMS «Campbeltown» (ou o que dele restou após a violenta explosão) foi desmantelado 'in situ'. As características do navio de origem eram as seguintes : 1 280 toneladas de deslocamento, 95,80 metros de comprimento por 9,30 metros de boca. Propulsão assegurada por 2 máquinas (turbinas a vapor) e 2 hélices. 40 nós de velocidade máxima. 158 homens de guarnição. Estava armado (no início da sua actividade) com 4 canhões de 100 mm, 1 peça AA de 76 mm e 6 tubos lança-torpedos de 530 mm. Aquando do raide contra o porto de Saint Nazaire o «Campbeltown» transportou 4,5 toneladas de amatol, um poderoso explosivo.
domingo, 8 de abril de 2012
«COMET»

‘Clipper’ construído, em 1851, nos estaleiros de William H. Webb, de Nova Iorque. O seu primeiro proprietário foi a casa armadora Bucklin & Crane, da mesma cidade. Começou a sua actividade comercial na rota Nova Iorque-São Francisco da Califórnia, via cabo Horn, transportando emigrantes e mercadorias diversas. Foi nesse trajecto que, em 1853, este veleiro ganhou alguma nomeada, ao bater o seu famoso congénere «Flying Dutchman» com 30 horas de avanço à chegada ao porto de destino. Vendido, em 1863, ao armador britânico TM MacKay & Co, de Liverpool, o «Comet» passou a operar na linha Londres-Oriente, com etapas em Whampoa, Hong Kong, Macau e Manilha; mas também na linha da Austrália, com viagens para Moreton Bay (Queensland) e Brisbane. Perdeu-se devido a um incêndio de porão, que se declarou no dia 13 de Abril de 1865 e que não foi possível extinguir. O navio navegava, então, da Austrália para a Europa com 55 passageiros e com um carregamento de fardos de lã. O capitão e 80 outras pessoas (incluindo a totalidade dos passageiros) abandonaram o navio em três grandes botes e nunca mais foram vistos. Os 17 homens que permaneceram a bordo do «Comet» na esperança de apagar o fogo, foram resgatados, sãos e salvos, a 12 de Maio pela tripulação da barca «Dauntless», também ela de bandeira britânica. O antigo veleiro novaiorquino afundou-se pouco depois, a escassa distância das costas da Nova Zelândia. O «Comet» deslocava 1 836 toneladas, tinha casco de madeira aplicada sobre uma ossatura metálica, 3 mastros e media 73,50 metros de comprimento por 12,50 metros de boca.
«STAR FLYER»

Luxuoso navio de cruzeiros construído em 1991, na Bélgica, pelos estaleiros da firma Scheepswerven van Langerbrugge. É um veleiro de quatro mastros (‘barquentine’) com 2 298 toneladas de arqueação bruta e com as seguintes dimensões : 111,57 metros de comprimento fora a fora por 15,14 metros de boca. O seu calado é de 5,50 metros. Além do aparelho vélico (que compreende 5 panos redondos no mastro de traquete) o «Star Flyer» está equipado com 1 máquina diesel e com 1 motor eléctrico. Pode atingir uma velocidade máxima de 16 nós. Virado para uma clientela endinheirada, este veleiro (que dispõe de um grande restaurante, de um piano-bar, de um salão-biblioteca, de uma piscina e de 85 camarotes) está ricamente equipado com mobiliário de teca e de mogno e com casas de banho em mármore. As cabines do navio têm ar condicionado, telefone, TV, leitor de DVD’s, consolas de jogos, rádio, etc. A comida servida no «Star Flyer» é internacional e preparada por chefes altamente qualificados. A tripulação (72 membros) é europeia e a língua falada a bordo é a inglesa. Este elegantíssimo navio pertence à frota do operador turístico sueco Star Clippers e está actualmente registado no porto de La Valette, em Malta. Depois de ter usado, até 1910, a bandeira do Luxemburgo, o «Star Flyer» arvora, desde então, pavilhão maltês. Opera nas águas do mundo inteiro, com particular predominância nas do mar das Caraíbas e nas da Polinésia francesa, proporcionando aos seus afortunados passageiros viagens confortáveis e inesquecíveis.
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