
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
KVALSUND (NAVIO DE)

«MAURETANEA» (II)

O «Mauretanea» (segundo do nome) foi um paquete britânico (do armador Cunard-White Star), que navegou entre 1939 e 1965. Construído pelos estaleiros ingleses da firma Cammell Laird, de Birkenhead, era um navio com 35 738 toneladas de arqueação bruta, medindo 235 metros de comprimento por 27 metros de boca. O seu sistema propulsivo desenvolvia uma potência de 42 000 shp, força que lhe imprimia uma velocidade máxima de 23 nós. Este «Mauretanea» tinha, inicialmente, capacidade para receber 1 300 passageiros. A sua tripulação compreendia 802 membros. Fez a sua viagem inaugural (com partida a 17 de Janeiro de 1939) entre Liverpool e Nova Iorque. E, no início do ano seguinte, foi colocado na linha Londres-Nova Iorque. Por muito pouco tempo, já que, por causa do conflito mundial, o navio foi requisitado pela 'Navy', que o converteu em transporte de tropas. Nessa condição e durante a guerra em questão, o «Mauretania» (II) percorreu 540 000 milhas náuticas e transportou 340 000 militares. Regressou, em 1947, ao seio da Cunard, que o readaptou ao transporte de civis e o colocou na sua linha de Southampton-Nova Iorque. Em 1962, viu os seus interiores serem modificados e o seu casco pintado de verde, pois passou a servir, essencialmente, a indústria do cruzeiros; passando o Mediterrâneo e o mar das Caraíbas a constituir as suas principais áreas de acção. A vida activa do «Mauretania» (II) terminou em 1965, ano em que foi mandado desmantelar num estaleiro especializado da Escócia.
«D. AUGUSTO»

O vapor de rodas «D. Augusto» operou -desde os derradeiros anos do século XIX até inícios de 1941- na linha Lisboa-Barreiro-Lisboa mantida pelos Caminhos-de-Ferro do Sul e Sueste e, posteriormente, pela C.P.. Depois de pacientes buscas, confesso que não fui capaz de recolher informação substantiva e fidedigna sobre as suas características físicas e outras : tonelagem, dimensões, motorização, capacidade, etc. Em 1910, depois do triunfo da revolução republicana, o seu nome passou a ser «Algarve», pelo facto do precedente ter conotações monárquicas. Após mais de quatro décadas de serviço, este navio foi atirado contra o molhe da estação do Barreiro-Mar no dia 15 de Fevereiro de 1941, em consequência do devastador ciclone que assolou o território português e que causou estragos mais visíveis na orla marítima. O ex-«D. Augusto» sofreu tais danos, que foi julgado irrecuperável; sendo, por essa razão, enviado para a sucata. A gravura anexada -da autoria do mestre barreirense Manuel Cabanas, que, por sua vez, se inspirou num desenho de Américo Marinho- é uma das raras imagens conhecidas (senão a única) do navio em apreço.
sábado, 12 de novembro de 2016
«ATLANTE»

«CARINTHIA»
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
«AUDACIEUSE»

«A. J. GODDARD»

Subscrever:
Mensagens (Atom)