
Fragata da Armada Portuguesa. Fora o HMS «Avon» (K97), navio que a marinha real britânica utilizou nos dois derradeiros anos da 2ª Guerra Mundial, nas zonas de combate do Mediterrâneo, do Índico e do Pacífico; e que, findo o conflito o colocou na reserva naval, até o vender a Portugal em 1949. Pertencia ao tipo 'River', designado, na nossa Armada, por classe 'Diogo Gomes'. Esta fragata (que, em Portugal, usou o designativo de amura F332) foi construída nos estaleiros navais da casa Charles Hill & Sons, de Bristol, e hasteou a bandeira verde-rubra até 1970, ano em que foi desactivada e enviada para a sucata. Deslocava, inicialmente, 1 860 toneladas em plena carga e media 91,82 metros de comprimento por 11,13 metros de boca. O seu calado era de 4,60 metros. O seu primitivo sistema de propulsão desenvolvia uma potência de 5 500 ihp, que lhe permitiam atingir pontas de velocidade da ordem dos 20 nós. Estava equipada com várias peças de artilharia (inclusive antiaérea) e com dispositivos de luta anti-submarina, que compreendiam calhas de lançamento de cargas de profundidade, municiadas com 150 engenhos explosivos. Modernizada pela marinha de guerra lusa, esta fragata passou a deslocar 2 450 toneladas em plena carga, e a dispor (enquanto armamento principal) de 2 peças de 102 mm e de 6 de 40 mm. Também recebeu modernos radares e Asdic. Assinale-se, por outro lado, que a fragata «Nuno Tristão» foi um dos primeiros navios da nossa Armada a ser dotado com uma plataforma para receber e utilizar helicópteros. Durante o longo período das guerras coloniais, este navio esteve algum tempo baseado nas águas da Guiné. Uma das muitas acções em que ali esteve implicado foi a denominada 'Operação Tridente', durante a qual a fragata «Nuno Tristão» serviu de posto de comando às forças portuguesas e canhoneou o adversário que ocupava a ilha de Como. Curiosidade : este navio recebeu o nome de um navegador henriquino, que morreu em combate com os nativos da Guiné em 1447.
Foi a minha casa nos anos Novembro. 1966 a Out. 1969 em comissão em África Cabo Verde e Angola.
ResponderEliminarEstive nela 3 meses em Luanda tinha 13 anos era filho do sargento.radarista Nascimento
EliminarAinda fui duas vezes a Santo António do Zaire e Cabinda tempos que nunca esquecerei já com 70 anos
EliminarA Fragata Nuno Tristão, foi um navio espectacular, embora sem grandes condições para os seus elementos da guarnição, entre outras missões fez presença nos territórios então coloniais defendendo a honra de Portugal no mundo. Hoje, 15.06.2019, os elementos da guarnição do período de Nov. De 1966 a Out. De 1969, estiveram em confraternização em ambiente de amigos no INATEL na Costa da Caparica, Almada. Viva a Guarnição da N.R.P. Nuno Tristão. Viva a Marinha. Ex. Marinheiro L Jorge Jesus.
ResponderEliminarO meu pai entre 1963 e 1969 teve como residencia essa fragata
ResponderEliminar