
Este paquete construído no ano de 1900 (nos Países Baixos, no estaleiro da Royal Schelde, em Flushing) fez parte da frota da companhia neerlandesa Koninklijke Rotterdamsche Lloyd, que o utilizou em viagens coloniais, nomeadamente numa linha regular que ligava os Países Baixos à ilha de Java, na actual Indonésia. Este navio, que sobreviveu à Grande Guerra mercê da neutralidade holandesa, foi adquirido em 1922 pela recém reformulada Companhia Nacional de Navegação, que o registou na capitania do porto de Lisboa e lhe atribuiu o seu derradeiro nome : «Pedro Gomes». O paquete (também com capacidade de transporte de carga diversa) fez a sua primeira entrada no mar da Palha a 13 de Setembro do já referido ano de 1922. E, depois, realizou carreiras para as então colónias lusas de África, mas também para outros destinos. Nos primeiros e atribulados tempos da ditadura salazarista até se conta uma viagem deste navio à longínqua ilha de Timor (com passagem pelo canal de Suez) com uma leva de prisioneiros políticos condenados ao degredo; e, em 1931, chegou a ser requisitado pela Armada, que o usou como transporte de tropas aquando da chamada Revolta da Madeira. Considerado obsoleto em inícios da década de 30 do século XX, o paquete «Pedro Gomes» (ex-«Sindoro») foi vendido a um sucateiro japonês, que o desmantelou em 1932 num estaleiro de Kobé. O «Pedro Gomes» era um navio com 5 471 toneladas de arqueação bruta e com as seguintes dimensões : 129 metros de longitude por 15,20 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por 2 máquinas a vapor e por 2 hélices que lhe autorizavam uma velocidade de cruzeiro da ordem dos 13 nós. Podia transportar até 440 passageiros
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