terça-feira, 28 de agosto de 2012

«PINHAL NOVO»


Foi, durante muitos anos (26), um dos navios que assegurou o serviço de transporte de passageiros entre o Barreiro e Lisboa-Terreiro do Paço. Pertenceu, sucessivamente, às frotas da C.P. e da Soflusa. O «Pinhal Novo» foi construído em Portugal, nos Estaleiros Navais de São Jacinto (Aveiro) no ano de 1978. Era um navio com 893,25 toneladas brutas e que tinha capacidade para embarcar um total de 1 608 passageiros. Media (e mede) 52,80 metros de comprimento fora a fora por 9.90 metros de boca por 3,25 metros de pontal. Estava equipado com 2 máquinas diesel (desenvolvendo uma potência unitária de 2 060 cv), que lhe imprimiam uma velocidade de cruzeiro de 14 nós. Tinha no «Tunes», das mesmas frotas, um irmão gémeo, que, como ele foi realizado pelo mesmo conceptor-construtor. O «Pinhal Novo» foi entregue ao seu primeiro armador em Março de 1979; e retirado do serviço em 2005, para dar lugar aos novos e modernos catamarãs adquiridos em Singapura. Teve uma carreira sem histórias. Em 2006, foi vendido à Sociedade Fluvial de Transportes S. A. (de Lisboa), que o mandou transformar em unidade de cruzeiros fluviais no velho estaleiro lisbonense da Rocha do Conde de Óbidos. Chama-se actualmente «Ópera», ostenta um bonita e uniforme pintura branca e recebeu autorização para embarcar 340 passageiros nas suas excursões pelo Tejo e 500 quando atracado; já que a empresa que actualmente o explora também promove outros eventos, tais como banquetes e festas a bordo. Curiosidade : o seu ‘sister ship’, que se chamou «Tunes» enquanto arvorou a bandeira nacional, foi vendido para África, onde agora realiza viagens entre o arquipélago de São Tomé e Príncipe e o continente.

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