sábado, 29 de setembro de 2012

«ARARANGUÁ»



Propriedade da Companhia Nacional de Navegação Costeira, do Rio de Janeiro, este navio misto (passageiros/carga) foi construído pelos estaleiros italianos Cantieri Navale Triestino em 1927. O «Araranguá» -que usava o nome de uma cidade do estado de Santa Catarina- era um navio com cerca de 7 500 toneladas de deslocamento e que media 115,20 metros de comprimento por 16,40 metros de boca. O seu calado era de 5,55 metros. A sua propulsão era garantida por 2 máquinas de 4 cilindros, acoplados a 2 eixos, que accionavam 2 hélices. Este navio, que tinha porões com capacidade frigorífica e que dispunha de camarotes para receber uma centena e meia de pessoas, podia navegar à velocidade máxima de 13,5 nós. Tinha três gémeos, o «Aratimbó», o «Araçatuba» e o «Araraquara», que, todos eles, navegaram com as cores da C. N. N. C. e que, com o navio em apreço, uniam as cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil) a Belém do Pará, com várias escalas intermediárias. A história do «Araranguá» teria sido rotineira, se a derradeira não tivesse sido marcada pelo selo da desgraça. Com efeito, no dia 16 de Agosto de 1942 (quando decorria a Segunda Guerra Mundial), este navio foi atacado ao largo da costa de Sergipe por um submarino alemão; que foi identificado como sendo o «U-507». Depois de ter expedido dois torpedos contra o navio da Costeira, que lhe causaram dois grandes rombos no casco e o afundaram, o submersível germânico afastou-se do lugar do naufrágio para procurar novas vítimas. No «Araranguá» morreram 131 pessoas, entre passageiros e membros da sua tripulação. Curiosidade : nesse dia negro para a marinha mercante brasileira, o «U-507» afundou, pelo menos, mais um navio arvorando a bandeira verde e ouro do maior país da a América latina : o paquete «Baependy», no qual morreram 270 pessoas.

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