quarta-feira, 16 de setembro de 2009

«THERMOPYLAE»


Clipper britãnico da chamada 'rota do chá'. Foi desenhado por Bernard Waymouth e por Walter Wood e construído, em 1868, nos estaleiros deste último em Aberdeen, na Escócia. O «Thermopylae» foi um dos mais velozes navios do seu tempo e, por via disso, também um dos mais famosos. Era um três mastros galera, propriedade da Companhia George Thompson, que deslocava cerca de 950 toneladas e arvorava uns 3 000 m2 de superfície vélica. O seu casco era em teca e estava interiormente reforçado com balizas e vaus metálicos, que lhe garantiam uma robustez apreciável. O «Thermopylae» bateu vários recordes de velocidade em confrontos com os mais céleres 'galgos dos mares' da sua época, entre os quais figurava o admirável «Cutty Sark». Depois da epopeia do chá, que terminou com a abertura do canal de Suez e com a inevitável supremacia dos navios a vapor, o «Thermopylae» passou a assegurar o transporte de lã entre Melburne (Austrália) e os portos ingleses. Foi vendido, em 1890, a um armador canadiano, que o utilizou no comércio cruzado (com a China) do arroz e da madeira. Ficou em todas as memórias a travessia que realizou -entre Victoria (Canadá) e Hong Kong- em apenas 23 dias de navegação. No ano de 1895 foi adquirido pelo governo português, que o transformou em navio-escola e lhe atribuiu o nome do matemático Pedro Nunes. O veleiro exerceu a nobre função de formador de cadetes da nossa armada durante muito pouco tempo e, quando já se havia transformado em mero pontão de apoio às descargas de carvão, foi torpedeado e afundado por uma unidade da nossa marinha de guerra -em 13 de Outubro de 1907- na baía de Cascais, durante um exercício militar ao qual assistiram a família real portuguesa e muito povo. Curiosidade : o nome original do navio aludia à batalha das Termópilas, travada (no longínquo ano 480 a.C.) entre os 300 espartanos do rei Leónidas e um poderoso exército persa.

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