quarta-feira, 16 de setembro de 2009

«SAVE»


Este navio mercante português, destinado ao transporte de passageiros e carga diversa, foi construído na Escócia, nos estaleiros da companhia Grangemouth Dockyard e lançado à água no mês de Outubro de 1951. O «Save» apresentava uma arqueação bruta ligeiramente superior a 2 035 toneladas e media 78,93 metros de comprimento por 12,62 metros de boca e o seu calado era de 4,26 metros. O aparelho propulsor do navio era constituído por 2 máquinas diesel (de origem britânica), desenvolvendo 1 800 cavalos, que facultavam a este pequeno mercante uma velocidade máxima de 13,6 nós. A sua tripulação normal era composta por 46 homens. O «Save» estava registado na Capitania do Porto de Lisboa e pertencia à Companhia Nacional de Navegação. Em 9 de Julho de 1961, quando seguia de Lourenço Marques (hoje Maputo) para os portos do norte de Moçambique com os militares da recém-formada Companhia de Caçadores de Mocimboa da Praia, o navio encalhou num baixio da foz do rio Chinde. E naufragou na sequência de um incêndio que se declarou a bordo e das sucessivas explosões de munições de guerra que, ao que se presume, se empilhavam nos porões do navio. No desastre, que ainda hoje se reveste de contornos misteriosos (talvez pelo facto de ninguém os ter querido esclarecer), morreram 237 pessoas (tripulantes e passageiros) das 495 que o «Save» então transportava.

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