segunda-feira, 19 de julho de 2010

«BLUCHER»


Construído em 1901 nos estaleiros da firma Blohm und Voss em Hamburgo, para a companhia Hamburg-Amerika Line, o paquete «Blücher» media 160,20 metros de comprimento por 19 metros de boca, deslocava 12 350 toneladas e foi concebido para acolher 750 passageiros em duas classes distintas. A sua velocidade de cruzeiro era da ordem de 15 nós. Inicialmente colocado na linha de Nova Iorque, o «Blücher» passaria, mais tarde, a frequentar as rotas da América do sul. Quando rebentou a Grande Guerra, o navio refugiou-se num porto neutro de Pernambuco, onde se manteve até 1917. Nesse ano e na sequência do torpedeamento indiscriminado de vários dos seus navios mercantes por submarinos alemães, o Brasil declarou o estado de guerra com os Impérios Centrais e confiscou todas as embarcações germânicas fundeadas nos seus portos ao abrigo da lei (agora caduca) da neutralidade. Parte desses navios foi integrada na marinha mercante brasileira e outros foram cedidos a nações aliadas do Brasil, nomeadamente à França. O «Blücher» recebeu o nome de «Leopoldina», mas navegou pouco tempo com a bandeira verde e ouro, já que, pouco depois, foi vendido à C.G.T., companhia armadora do Havre, que o rebaptizou «Suffren» e o manteve na linha de Nova Iorque até 1928. O antigo «Blücher» foi desmantelado no ano seguinte.

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