quinta-feira, 29 de julho de 2010

«BARTOLOMEO COLLEONI»


Cruzador ligeiro da classe 'Condottieri' (primeira série) construído pelos estaleiros Ansaldo, de Génova, e entregue à armada italiana em 1931. Deslocava cerca de 7 000 t em plena carga e apresentava as seguintes dimensões : 169,30 m de comprimento, 15,50 m de boca e 5,30 m de calado. Estava medianamente couraçado e armado com 8 peças de 152 mm, com 6 de 100 mm, 16 metralhadores de dois distintos calibres (37 mm e 13,2 mm), além de contar com 4 tudos lança-torpedos de 533 mm. O seu equipamento compreendia ainda 2 hidros IMAM Ro-43. O sistema propulsor do «Colleoni» (6 caldeiras, 2 turbinas 2 hélices) facultava-lhe uma velocidade máxima de 37 nós e uma autonomia de 3 800 milhas náuticas (com a velocidade estabilizada a 18 nós). A sua guarnição normal era composta por 507 homens, dos quais 19 eram oficiais. Este cruzador foi destacado para o Extremo Oriente em Dezembro de 1938 e regressou ao Mediterrâneo -onde integrou a 2ª Divisão de Cruzadores da 'Regia Marina'- em finais de Outubro do ano seguinte, já depois de ter eclodido a Segunda Guerra Mundial na Europa. As suas primeiras missões, durante o conflito, consistiram na escolta de transportes de tropas com destino ao norte de África. Esteve, depois, na batalha de Punta Stilo, em 19 de Julho de 1940. No ano seguinte, o «Bartolomeo Colleoni» foi um dos vasos de guerra italianos envolvidos nos combates travados (contra as forças navais britânicas) ao largo do cabo Spada (Creta). Durante essa batalha, o cruzador italiano foi atingido, num primeiro tempo, pelo fogo do seu homólogo australiano «Sydney», que lhe causou avarias sérias e o puseram fora de combate. Incapaz de manobrar, o «Colleoni» acabou por ser afundado por torpedos disparados dos contratorpedeiros inimigos «Ilex» e «Havock». Nas explosões e no subsequente soçobro do navio italiano morreram 121 homens, sendo o resto da guarnição resgatado às águas do mar Egeu e aprisionado. O capitão-de-Mar-e Guerra Umberto Novaro, comandante do «Bartolomeo Colleoni», saíu gravemente ferido do combate e veio a falecer em Alexandria (Egipto), para onde fora levado pelos britânicos; que lhe renderam honras militares.

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