quarta-feira, 28 de maio de 2014

«EL-REI»

Navio português de finais do século XV. Integrada na segunda armada enviada por D. Manuel I ao Oriente, sob a superior chefia de Pedro Álvares Cabral, esta nau -de 360 tonéis-  foi designada sota-capitânea da frota e colocada sob as ordens de Sancho de Tovar. Foi um dos doze navios (naus e caravelas), dos treze que partiram de Lisboa, que -a 22 de Abril de 1500- avistou as costas da América do sul e revelou ao mundo o achamento do Brasil; que os navegadores portugueses baptizariam, num primeiro tempo, terras de Vera Cruz. Depois de se ter fornecido de água e mantimentos frescos, este navio zarpou do Brasil com o resto da frota, logrou dobrar o cabo da Boa Esperança (quando alguns ficaram pelo caminho, como o capitaneado por Bartolomeu Dias) e pôde alcançar Calecut, o seu porto de destino. Depois de ali ter carregado especiarias e outros produtos locais, esta nau fez-se à vela para Portugal, aonde, infelizmente, nunca chegaria. Porque se perdeu -por encalhe- num baixio junto de Quíloa (na actual Tanzânia). A tripulação pôde, contudo, salvar-se e resgatar parte da preciosa mercadoria transportada. Esta nau foi um dos raros navios da frota cabralina de 1500, cujo nome foi preservado. Não se lhe conhece o essencial das características físicas, mas presume-se que estas não seriam muito diferentes das dos outros navios de longo curso do seu tempo. Nota : a imagem que ilustra este texto não é a da nau «El-Rei», mas a de um navio português da sua época.

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