quarta-feira, 14 de maio de 2014

«ALMIRANTE GAGO COUTINHO»

Fragata da Armada Portuguesa, pertencente à classe 'Almirante Pereira da Silva'. Que contou com três navios : os já referidos e o «Almirante Magalhães Corrêa». Todas estas fragatas tiveram por modelo os navios norte-americanos da classe 'Deadley', unidades de escolta oceânica, especializadas na luta contra submarinos. A «Almirante Gago Coutinho» deslocava 1 914 toneladas e media 95,60 metros de comprimento por 11,17 metros de boca, por 5,50 metros de calado. A sua propulsão era garantida por um sistema de turbinas e caldeiras alimentadas por nafta, que potenciavam 20 000 cv; força que imprimia ao navio uma velocidade máxima de 27 nós e que lhe conferia 11 000 km de autonomia, com andamento reduzido a 15 nós. A «Gago Coutinho» estava armada com 2 peças de artilharia de 76 mm, 6 lança-torpedos de 533 mm e 6 morteiros de 375 mm. Dos sensores de bordo, destacavam-se 1 radar de navegação, 1 radar de defesa aérea, 1 radar de direcção de tiro e 1 sonar. Esta fragata (tal como as suas congéneres nacionais) foi projectada para integrar o dispositivo de defesa da NATO a operar no Atlântico norte. Devendo ter um papel dissuador face à frota submarina soviética em acção nas mesmas águas. Assim, deveria ser equipada com armas mais modernas, nomeadamente com mísseis anti-navios; que nunca chegaram. A fragata «Almirante Gago Coutinho», que usou o designativo de amura F473, foi construída pelos estaleiros da Lisnave, que a lançaram à água no dia 13 de Agosto de 1965. Mas só integrou os efectivos da Armada em finais de 1967. Foi abatida do serviço a 20 de Março de 1992, sendo substituída por um navio da classe 'Vasco da Gama'. Curiosidade : a «Almirante Gago Coutinho» encontrava-se -no dia 25 de Abril de 1974- no mar da Palha, sob o comando do capitão-de-fragata António Seixas Louçã. Face à movimentação das tropas sublevadas, no Terreiro do Paço, este navio foi protagonista de um caso (ainda mal esclarecido) sobre a sua adesão ao vitorioso Movimento dos Capitães.

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