domingo, 24 de junho de 2012

«NUESTRA SEÑORA DEL ROSARIO»


Galeão espanhol de finais do século XVI. Foi um desses navios que, durante dois séculos, atravessaram o Atlântico com os tesouros do Novo Mundo, que fizeram a fortuna e alimentaram a glória dos monarcas ibéricos. Não se conhecem as características próprias do «Nuestra Señora del Rosario», mas sabe-se que esse galeão não seria muito diferente dos que, ao tempo, foram construídos nos arsenais de Havana, da Corunha ou de Cartagena. O que desse navio espanhol também não se ignora é que, no decorrer da sua derradeira viagem das Américas para a Europa, ele fez escala nos Açores (território português, então associado à coroa de Espanha cingida por Filipe II), de onde zarpou a 26 de Novembro de 1589. E que, no decorrer da viagem, embarcou toda a tripulação e carga de um outro navio (referenciado com o nome de «Santísima Trinidad»), que metia água por todas as juntas do seu desconjuntado casco. Atingido por tremendo temporal, o «Rosario» terá derivado para as costas marroquinas, antes de os ciclónicos ventos o terem feito derivar para norte, já que –a 7 de Dezembro- o navio se achava «quase varado em terras situadas a sotavento de Setúbal». Porto onde, em vão, tentou abrigar-se da tempestade que persistia. Tempestade que acabou por destroçá-lo e afundá-lo em lugar incerto da foz do Sado ou imediações da dita. No desastre pereceram mais de 100 pessoas (das cerca de 240 que se encontravam no galeão) e perdeu-se um valiosíssimo carregamento, do qual faziam parte 23 toneladas de ouro e prata. Nos dias que sucederam ao letal soçobro do «Nuestra Señora del Rosario» ainda foram recuperados, por populares e pelos oficiais do rei, algum ouro amoedado, peças lavradas de metal precioso, instrumentos de navegação, documentos e objectos de uso pessoal dos náufragos; mas o essencial do tesouro do navio ainda por lá se encontra. Na costa alentejana, num lugar que se presume situar entre Tróia e a Comporta. Estudos para encontrar os preciosos despojos do malogrado navio espanhol têm sido feitos por estudiosos portugueses (alguns deles ligados à IGESPAR – Instituto de Gestão de Património Arquitectónico e Arqueológico), que vasculham os arquivos históricos do país vizinho na esperança de encontrarem o indício que os conduza ao cobiçado ouro do galeão.

3 comentários:

  1. O tesouro foi quase todo removido, porque o galeao estava encalhado praticamente noa real. Naquela altura ja se faziam salvados. Os espahois foram logo de seguida la e arrastaram o galeao removendo tudo, nao foi feito oficialmente pois o tesouro foi para á famosa familia das Flores. Depois foi novmente arrastado para longe, para nao mais se ver.

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    1. E claro foram ajudados pelos portugueses, porque sendo que o tesouro era para finaciar a coroa gastadora espanhola do felipe II se nao chegasse ao destino a coroa, estaria em serios problemas, e ai Portugal teria hipotese de nova independencia.

      Como se pode roubar tanta prata á coroa? Com a ajuda dos portugueses, além do mais a coroa abusava, tal qual, como hoje em dia, é so surgir uma oportunidade para se roubar o ladrao. Hoje em dia rouba-se quantias maiores e ninguem se apercebe de nada.

      A oportunidade surgiu quando a nau foi abnadonava pois os espanhois andavam amedortados com os ingleses piratas, encontra-los era a morte certa.E eles andavam por lá.

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  2. POssivelmente devem ter dado tb parte do tesouros aos ofiaias que ajudaram a salvar,o salvado. Vemos que depois deste evento a familia flores enriqueceu, torna-se abastada, alguns ficaram por portugal.

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