quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

«ESSOR»


Bacalhoeiro francês. Era um lugre de quatro mastros construído em Portugal no ano de 1919. Navio de 475 toneladas e 48 metros de comprimento, com casco em madeira, o «Essor» foi adquirido, em 1924, pelo casa armadora normanda Mesdames Veuves Chuinard et Rémy Chuinard, de Granville. Participou, sem interrupção, na faina dos grandes bancos da Terra Nova até 1932. Em Outubro desse ano, já na viagem de regresso à Europa, o «Essor» começou a meter água; e, apesar de se terem accionado sem descanso e durante sete longos dias todas as bombas disponíveis a bordo, não foi possível evitar o naufrágio, que ocorreu no dia 9 desse mês e ano. Para que o navio não constituísse um perigo para a navegação na zona do desastre, o seu capitão mandou queimá-lo. Os 48 homens de equipagem do bacalhoeiro foram socorridos e salvos pelo vapor britânico «Redsea». O nome do navio significa, em português, ‘desenvolvimento', ‘progresso’. Desconhecemos o seu primitivo designativo e o seu historial em Portugal. O navio em apreço, o «Essor», foi, de toda evidência, comprado em segunda mão, considerando os cinco anos que separam a sua data de construção e a data de exportação para França.

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