segunda-feira, 22 de novembro de 2010

«NEIVA»


Com 323 114 toneladas de porte bruto e com 346,24 metros de comprimento, o «Neiva» foi -com o «Nisa» e com o «Nogueira», seus ‘sister-ships’- o maior navio que alguma vez hasteou a bandeira verde-rubra. Foi construído, em parte, na Setenave, em Setúbal, sendo a sua finalização executada na Suécia (pela firma Eriksbergs), para cujos estaleiros o casco foi rebocado. Dado por acabado em Novembro de 1976, o «Neiva» pertenceu à frota da Soponata (Sociedade Portuguesa de Navios Tanque, Lda), que o utilizou para trazer ramas do golfo Pérsico para o porto de Sines, com passagem pelo cabo da Boa Esperança. No historial do «Neiva» há a registar, em 1979, um incêndio na casa da máquinas (o sistema propulsor do navio era composto por 2 turbinas a vapor e um hélice) e uma avaria nas bombas de carga em 1981. Devido a dificuldades geradas pelo primeiro choque petrolífero, a empresa proprietária do navio decidiu vendê-lo -em meados de 1984- a um armador das Bermudas. Desde então o petroleiro navegou sob bandeiras de várias nacionalidades e com vários nomes : «BT Investor» (de 1986 a 1989), «Abu Rasha» (de 1989 a 1990), «ABT Rasha» (de 1990 a 1992) e «Skyros» (de 1992 a 2002). Em fim de vida, o antigo «Neiva» foi enviado para a sucata e desmantelado -em Abril de 2002- por um estaleiro do Bangladesh especializado nesse género de trabalho.

1 comentário:

  1. Os abutres deram cabo da nossa Marinha Mercante, uma só palavra » Vergonha «

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