segunda-feira, 12 de abril de 2010

«EMDEN»


Cruzador ligeiro da classe 'Dresden', construído pelo estaleiro Kaiserliche Werft, de Dantzig. Foi lançado à água em Maio de 1908 e entregue à marinha imperial alemã em Novembro desse mesmo ano. Era um navio com 118,30 m de comprimento por 13,40 m de boca, que deslocava 4 268 toneladas em plena carga. O seu sistema de propulsão (totalizando 18 800 cv de potência) permitia que singrasse à velocidade máxima de 24 nós. Ligeiramente couraçado, o «Emden» estava armado com 10 peças de tiro rápido de 105 mm, com 8 outras de 52 mm e com 2 tubos lança-torpedos de 450 mm. O seu raio de acção era de 6 000 km. Tinha uma guarnição de 361 homens. Em 1910 foi integrado na chamada esquadra de cruzadores da Ásia, que tinha a sua base no porto de Qingdao (hoje Shandong), na China. Quando rebentou o primeiro conflito generalizado, o capitão de corveta Karl von Müller, comandante do «Emden», recebeu instruções para se lançar numa guerra de corso contra a navegação do inimigo que cruzasse a sua rota. Missão que o cruzador germânico e a sua tripulação cumpriram plenamente, já que, em apenas três meses, o «Emden» afundou ao adversário uma vintena de navios mercantes e 2 navios de guerra (o cruzador russo «Jemtchug» e o torpedeiro francês «Mousquet»); além de ter destruído reservatórios de carburante no porto de Madrasta (Índia), que canhoneou. Mas, a 9 de Novembro de 1914, depois de já ter percorrido 30 000 milhas em operações de guerra, o corsário germânico encontrou na sua frente o HMAS «Sydney», que o destruíu após um violento duelo de artilharia. O «Emden», cuja tripulação estava desfalcada de 6 oficiais e de 38 marinheiros -força desembarcada no arquipélago de Cocos, para sabotar uma estação telegráfica- sofreu, nesse seu derradeiro combate, baixas significativas : 134 mortos e 65 feridos. Pela acção desenvolvida durante esses curtos meses de conflito, o «Emden» recebeu a Cruz de Ferro. O seu comandante sobreviveu à guerra, assim como a maior parte dos elementos que fez parte do raide contra a central telégráfica de Cocos. Comando que foi protagonista de uma rocambolesca aventura (a bordo de um veleiro capturado), até atingir a Turquia, país aliado da Alemanha.

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