domingo, 9 de março de 2014

«VASCO DA GAMA»

Construído em Lisboa -em 1792- pelo Arsenal Real da Marinha, este navio foi a primeira unidade da Armada Portuguesa a usar o nome do ilustre navegador alentejano. Depois dela, houve mais quatro com idêntico desigativo. Infelizmente não nos foi possível apurar muitas das suas características físicas. Sabemos, no entanto, que media uns 60 metros de comprimento e que estava armado com 60 bocas de fogo. Parece ter sido a nau (como ao tempo se lhe chamava) «Vasco da Gama» que interrompeu a tradição de dar o nome de santos aos navios da nossa frota de guerra. A partir do seu lançamento (ocorrido no dia 14 de Dezembro do ano acima referido), começou a dar-se, preferencialmente, aos vasos da marinha militar, nomes de heróis da nossa História. Este navio esteve sob o mando do ilustre marquês de Niza (então capitão-de-mar-e-guerra) entre 1793 e 1794; e fez pate da esquadra luso-britânica que operou no canal da Mancha, aquando da guerra contra a França republicana. Em 1807, depois de consumada a primeira invasão napoleónica do nosso território, o «Vasco da Gama» foi um dos navios portugueses que acompanhou a família real portuguesa na sua fuga até ao Rio de Janeiro. Em 1816, a nau «Vasco da Gama» fez parte das forças que participaram na campanha do rio da Prata e na expedição a Montevideu. Que se saldou pela conquista dessa cidade, então elevada a capital da efémera Província Cisplatina do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Quando, em 1822, o Brasil acedeu à independência, este vaso de guerra foi um dos que por lá ficou e que serviu de núcleo inicial à marinha militar da nova nação. O «Vasco da Gama» serviu na marinha imperial até 1826, ano em que foi desmantelado. Nota final : a ilustração anexada não representa o navio aqui em apreço, mas um veleiro britânico do seu tempo e do seu tipo.

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