domingo, 11 de outubro de 2009

«VASCO DA GAMA»


Este navio da Armada Portuguesa, foi construído pelos estaleiros ingleses da firma Thames Iron Works & Ship Builders Cº (de Londres) entre 1876 e 1877. Durante os 60 anos que serviu na nossa marinha de guerra e em consequência das várias remodelações a que foi submetido (alongamento, substituição de armamento, etc), este vaso de guerra recebeu, sucessivamente, a classificação de corveta-couraçada, de couraçado e de cruzador-couraçado. Inicialmente armado com (entre outros) 2 canhões Krupp de 260 mm -as peças de maior calibre que alguma vez equiparam navios portugueses- o «Vasco da Gama» foi concebido como plataforma de artilharia móvel para assegurar a defesa de Lisboa, em complemento dos meios disponibilizados pelos fortes do campo entrincheirado da capital. Até 1901/1903, quando se modernizou, dispôs de três mastros e do respectivo aparelho vélico. Inteiramente blindado, o «Vasco da Gama» tinha dois redutos laterais (de forma octogonal), que lhe permitiam fazer fogo longitudinal. Sofreu os seus primeiros grandes trabalhos de transformação em La Spezia (Itália), regressando ao Tejo praticamente irreconhecível. Nessa sua nova configuração, o navio deslocava mais de 3 000 toneladas e media 76,10 m de comprimento fora a fora por 12,28 m de boca. A sua propulsão foi, a partir de então, assegurada exclusivamente por duas máquinas de tríplice expansão e cinco caldeiras. A velocidade máxima do «Vasco da Gama» rondava os 15 nós. A sua guarnição normal era de 260 oficiais, sargentos e praças. A missão mais notável deste navio foi -a partir de 1917- a de assegurar a escolta dos transportes de tropas que demandavam Brest (em França) e os portos das então colónias portuguesas de África. O «Vasco da Gama», que chegou a arvorar as insígnias de navio-almirante da Armada, foi abatido do serviço em 1936, quando a sua vetustez era notória.

Sem comentários:

Enviar um comentário