domingo, 11 de outubro de 2009

«REAL»


Galé mediterrânica de meados do século XVI. Foi lançada à água no ano de 1568 pelas ‘Reales Atarazanas’ (tercenas reais) de Barcelona, que a construiram para a marinha de Espanha. Deslocava (vazia) 237 toneladas e podia receber 400 oficiais, marinheiros e soldados, além de 290 remeiros. Estes últimos eram, geralmente, cativos de guerra, que não haviam podido pagar o resgate exigido pela sua liberdade e/ou condenados de direito comum. A «Real» (que tinha dois mastros arvorando pano latino com uma área total de 691 m2) media 60 m de comprimento por 6,20 m de largura máxima. Estava armada com 9 bocas de fogo, disparando para vante, como era usual neste tipo de navios. Ostentava riquíssima decoração, com esculturas em talha dourada (sobretudo no castelo de popa) da autoria do artista Juan Bautista Vasquez. A «Real» foi o navio-almirante das forças navais espanholas que, sob a superior chefia de D. João de Áustria, derrotaram os Turcos na batalha de Lepanto (1571). Segundo a tradição, foi esta galé espanhola que afundou a «Sultana», capitânia da frota otomana. Uma magnífica réplica da «Real» foi construída em 1971 na Catalunha, para comemorar o 4º centenário da vitória da Santa Liga. Esse modelo (à escala 1/1) está patente ao público no Museu Marítimo de Barcelona.

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