sexta-feira, 9 de outubro de 2009

«JAIME I»


Terceiro e último couraçado da classe ‘España’. Foi construído nos estaleiros galegos da S.E.C.N. do Ferrol. Lançado à água em Setembro de 1914, só foi entregue à armada do país vizinho sete anos mais tarde, devido às dificuldades (por causa da guerra mundial) em obter a respectiva artilharia. Este navio deslocava 16 450 toneladas (em plena carga) e media 139,90 m de comprimento por 24 m de boca. Foi armado com 28 canhões de vários calibres (entre os quais figuravam dois AA de 47 mm) e com 2 metralhadoras. A sua velocidade máxima rondava os 20 nós. A sua tripulação normal era constituída por 850 homens. As primeiras missões do navio consistiram numa viagem a Constantinopla (hoje Istambul) em 1922, aquando da revolução chefiada por Mustafá Kemal; num cruzeiro a Itália, durante a qual serviu de escolta aos reis de Espanha e a Primo de Rivera; e no apoio ao desembarque de Alhucemas. No início da guerra civil, o «Jaime I», embora hasteasse bandeira da República, foi teatro de uma rebelião protagonizada pela marinhagem, que temia que os seus oficiais entregassem o navio aos franquistas. Em Julho e Agosto de 1936, o couraçado participou activamente nos bombardeamentos de La Línea, Ceuta e Algeciras. No dia 15 de Abril de 1937, encalhou em Punta Sabinal (perto de Málaga). Depois de ter conseguido safar-se dessa incómoda situação, o «Jaime I» dirigiu-se ao porto de Almeria para avaliar os estragos causados por esse incidente, mas acabou por ser bombardeado, ali, pela aviação nacionalista, que lhe causou danos importantes. Rebocado para o arsenal de Cartagena, onde deveria ser reparado, o couraçado foi vítima -em 17 de Junho de 1937- de uma violenta explosão interna, que o afundou e causou cerca de 300 mortos. Em 1941, já depois da vitória do general Franco, o navio foi emergido, para que se recuperassem os seus canhões, antes de se proceder ao desmantelamento da carcaça.

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