sexta-feira, 8 de setembro de 2017

«PARIS»

Este vapor inglês -que pertenceu à frota da companhia Southern Railway, de Londres- foi construído em 1913 nos estaleiros da firma Denny W. & Brothers, de Dumbarton (G.B.). Destinado a assegurar o transporte de passageiros entre o sul de Inglaterra (Newhaven) e o porto normando de Dieppe, situado do outro lado do mar da Mancha, este pequeno navio -1 790 toneladas de arqueação bruta e 89,50 metros de comprimento por 10,90 metros de boca- podia navegar à velocidade de cruzeiro de 22 nós, o que fazia dele uma embarcação rápida do tráfego no canal. Mas logo no início da Grande Guerra o «Paris» abandonou a sua actividade civil, para (por imposição do almirantado britânico) ser convertido em lança-minas. Desmobilizado após a vitória das potências aliadas, o «Paris» voltou à sua actividade normal dos tempos de paz. Em 1929 e 1930, esteve imobilizado num estaleiro para se submeter a trabalhos de modernização, que compreenderam a substituição das suas velhas máquinas a carvão por motores a gasóleo. Também as suas super-estruturas foram remodeladas, facto que lhe deu uma silhueta mais esguia. Continuou na sua ligação a Dieppe, até, que, em Setembro de 1939, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha nazi, em consequência da invasão hitleriana da Polónia. De novo requisitado, o 'ferry' em apreço foi colocado, uma vez mais, sob a autoridade da 'Royal Navy'; que desta vez (em Janeiro e 1940) lhe atribuiu funções de navio-hospital. Durante a operação Dínamo -que consistiu na evacuação das tropas britânicas encurraladas pelos alemães na bolsa de Dunquerque- o «Paris» foi uma das centenas de embarcações que tentaram resgatar (com algum sucesso, refira-se) os 'Tommies' das praias francesas. Mas, no dia 2 de Junho de 1940, ao largo da praia de Zuydecoote, este navio inglês foi violentamente atacado por aviões da 'Luftwaffe', que mataram 20 membros da sua guarnição. Apesar dos esforços do rebocador «Sun XV» (que o acompanhava) para o manter à superfície, o «Paris» acabou mesmo por soçobrar nas águas do canal da Mancha; até porque, entretanto, havia sofrido novos ataques aéreos, que lhe causaram outras avarias e outras baixas.

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