sábado, 16 de setembro de 2017

«GENERAL SLOCUM»

Vapor de rodas laterais, que hasteou bandeira dos Estados Unidos. Foi realizado em 1891 nos estaleiros da firma Devine Burtis Jr., de Brooklyn, Nova Iorque, por encomenda da casa armadora Knickerbocker Steamship Cº, que explorava linhas de transporte de passageiros nos rios East River e Hudson. O «General Slocum» tinha uma arqueação bruta de 1 284 toneladas e media 72 metros de comprimento por 11,40 metros de boca. O seu calado não ultrapassava os 3,70 metros. Construído em madeira (casco e super-estruturas), movia-se graças a 1 máquina a vapor, equipada com 2 caldeiras, cuja força lhe proporcionava uma velocidade máxima de 16 nós. A sua equipagem era composta por 22 homens, incluindo o capitão. A sua carreira desenrolou-se sem história até ao dia 15 de Junho de 1904, data em que se incendiou -no East River- e se afundou com (segundo as fontes mais credíveis) 1 342 pessoas a bordo. A tragédia -que provocou a morte de mais de 1 000 desses passageiros e tripulantes- vitimou muitas mulheres e crianças ligadas à Igreja Evangélica e, na sua maioria, habitando o bairro de Little Germany, em Manhattan. Comunidade que, anualmente, participava numa excursão fluvial organizada pela igreja de São Marcos. Presume-se que a catástrofe (a mais dramática da História da cidade de Nova Iorque até ao 11 de Setembro de 2001) foi provocada por uma beata cigarro ainda acesa, displicentemente atirada ao chão por um dos viajantes dos conveses de proa. A falta de equipamentos de segurança a bordo (salva-vidas, bóias, mangueiras, bombas, baldes de areia, etc.) também muito contribuiu para que o naufrágio do «General Slocum» (nome de um oficial nortista da Guerra de Secessão) tivesse a dimensão que se conhece. A carcaça da embarcação ainda foi reemergida e transformada num batelão ao qual foi dado o nome de «Maryland». Até que foi desmantelada.

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