segunda-feira, 7 de agosto de 2017

«JUNON»

Submarino da marinha de guerra francesa pertencente ao tipo 'Standard Amirauté T2 Minerve'. Foi construído nos estaleiros Augustin Normand do Havre (ACH) em 1935 e acrescentado, oficialmente, à lista de unidades da armada gaulesa em 27 de Setembro de 1937. Deslocava 856 toneladas (em imersão) e media 68,10 metros de comprimento por 5,60 metros de boca De propulsão clássica, estava equipado com 2 máquinas diesel de 900 cv de potência unitária, para a navegação à superfície, e com 2 motores eléctricos desenvolvendo, cada um deles, uma força de 615 cv, utilizados em configuração de mergulho. O «Junon» estava armado com 1 canhão de convés de 75 mm, com 3 metralhadoras e com 6 tubos lança-torpedos de 550 mm. Quando deflagrou a 2ª Guerra Mundial, estava destacado na base militar de Oran (Argélia), passando depois para Casablanca e, posteriormente, para Cherburgo. Foi deste porto de guerra metropolitano, que, em Julho de 1940, ele foi rebocado para Plymouth, onde foi remetido às Forças Navais da França Livre, que se bateram contra a Alemanha nazi sob a égide do general De Gaulle. A sua grande acção durante o segundo conflito generalizado ocorreu em 1942 durante a campanha  da Noruega. Na qual o «Junon» -sob o comando do capitão Jean-Marie Querville, futuro almirante- se viu implicado numa audaciosa missão interarmas. Que envolveu membros da sua guarnição e resistentes noruegueses. Que receberam ordens para desembarcar (com o material adequado) no Glomfjord e para ali procederem à sabotagem da central que produzia a 'água pesada' que deveria servir ao fabrico da futura (e nunca realizada) bomba atómica dos hitlerianos. A operação decorreu sob grande tensão, devida às execráveis condições do tempo e à vigilância apertada das tropas alemãs. A evacuação de 2 noruegueses e de 2 franceses implicados na operação, não pôde efectuar-se de imediato, pelo facto da vigilância do inimigo se tornas muito perigosa. Escondidos e protegidos pela população local, estes homens permaneceram ali durante 4 longos meses e só seriam reembarcados pelo «Junon» no decorrer de uma outra rocambolesca operação. Avisados por rádio da volta do submarino francês, estes desceram uma colina -em esquis e a toda velocidade- embarcando no submersível, que emergiu na hora H e os recolheu rapidamente, antes de desaparecer nas águas escuras e profundas da Noruega. O «Junon» ainda voltou àquelas paragens, para nova missão secreta, em 1943. Depois da guerra, esta unidade serviu algum tempo como escola de escuta e como navio de instrução de marinheiros. Foi desmantelado em 1960.

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