quarta-feira, 30 de agosto de 2017

«ANTARÈS»

Aviso colonial da armada francesa. Foi construído em 1915 e sobreviveu à chamada Grande Guerra. Tendo actuado, essencialmente no Mediterrâneo ocidental. Atribui-se-lhe participação numa acção (ocorrida em Agosto de 1917) contra o submarino alemão «U-39»; que rompeu o combate com avarias. Operou em águas italianas até depois do fim do conflito e fez campanhas nas Antilhas e em Marrocos, até 1930. Nesse mesmo ano foi destacado para Madagáscar, onde integrou a Divisão Naval do Oceao Índico. Em 1931, partiu para as Terras Austrais de Saint Paul, Amsterdam e arquipélagos Crozet e Kerguelen, para marcar a soberania da França sobre esses longínquos territórios. Sob as ordens do capitão de fragata Pérot, por ali se demorou alguns meses, recolhendo informações de vária natureza sobre essas desoladas ilhas; nomeadamente dados úteis sobre a navegação nessas perigosas paragens. No Livro de Bordo deste navio foi, um dia, consignado o facto do «Antarès» se ter cruzado, perto das Kerguelen, com uma ilha de gelo medindo 500 metros de comprimento por 35 metros de altura. Em 1931, este navio encontrava-se em Saigão -na então colónia francesa da Indochina- para receber trabalhos de beneficiação. Em 1935, havia sido transformado em navio-hidrográfico, mas, no ano seguinte, julgado obsoleto, foi vendido (por 90 000 francos) a um industrial de ferro-velho, que procedeu ao seu desmantelamento. O «Antarès» apresentava 1 140 toneladas de arqueação bruta e media 81 metros de longitude. Estava armado com algumas peças de artilharia de calibre menor. A sua guarnição era composta por 105 homens, dos quais 8 eram oficiais. Atingia a velocidade (teórica) de 17 nós e dispunha de uma autonomia de 3 000 milhas náuticas, consumindo, para as percorrer, 440 toneladas de carvão.

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