domingo, 22 de abril de 2018

«REINA MARÍA LUÍSA»

Navio de linha espanhol dos séculos XVIII e XIX. Pertencente à classe 'Santa Ana', foi construído (segundo planos do arquitecto naval Romero Landa) nos estaleiros de Esteiro (Ferrol, Galiza) em 1791. Deslocava 2 308 toneladas e media 59,60 metros de comprimento por 15,50 metros de boca. O seu calado era de 7,40 metros. O «Reina María Luísa» estava armado com 112 bocas de fogo (de quatro calibres distintos) distribuídas por 3 conveses. Navegou até dia 10 de Dezembro de 1815, ano em que se afundou -em consequência de uma violente tempestade- na enseada de Bougie, no norte de África. Isso, após ter derivado durante vários dias, quando navegava de Mahón para Cartagena. Alguns dos seus náufragos foram recolhidos por navios amigos e os restantes foram retidos pelo 'bey' de Argel; que só os libertou após as negociações que levaram à restituição de um dos seus bergantins e respectiva tripulação, que haviam sidos apresados em águas espanholas. A perda do «Reina María Luísa» deu lugar ao julgamento em Tribunal Militar do seu comandante, capitão de fragata Vicente de Lama Montes, que foi ilibado de responsabilidades. De entre os acontecimentos marcantes da história do «Reina María Luísa», há que salientar o seguinte : em 1793 (sendo navio-almirante da esquadra do tenente-general Lángara) participou -com a esquadra britânica do almirante Samuel Hood- na evacuação dos monárquicos franceses acossados pelos revolucionários em Toulon. En 1795, conheceu o baptismo de fogo, num combate travado contra a fragata francesa «Ephigénie», que capturou. Em 1809 viu o seu nome ser alterado para «Fernando VII». Este navio operou com uma guarnição superior a 1 000 homens.

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