quinta-feira, 9 de outubro de 2014

«MONDEGO»


O «Mondego» foi um dos seis torpedeiros do seu tipo entregues a Portugal -depois de terminado o primeiro grande conflito generalizado e como compensação de guerra- pelo extinto Império Austro Húngaro, o aliado privilegiado da Alemanha de Guilherme II. Construído nos arsenais de Fiume em 1915, este navio (o ex-«91.F») foi o derradeiro de uma série que, em Portugal, foi designada classe 'Ave' e que foi constituída pelos torpedeiros «Ave», «Zêzere», «Cávado», «Sado», «Liz» e o navio em apreço, o «Mondego». É de referir que, na realidade, dois deles (o «Zêzere» e o «Cávado») nunca chegaram a integrar os efectivos da nossa Armada, pelo facto de se terem afundado na costa marroquina -no dia 29 de Novembro de 1921- quando estavam a ser rebocados (pelo «Patrão Lopes») para águas portuguesas. E que os restantes vieram substituir unidades obsoletas, que já se encontravam no activo desde 1882. O «Mondego» deslocava 230 toneladas e media 54 metros de comprimento por 5,70 metros de boca. O seu calado era de, apenas, 1,50 metros. A sua propulsão era assegurado por caldeiras Yarrow (fuel e carvão) e o seu armamento era constituído por 2 canhões de 75 mm (um deles com capacidades antiaéreas), por 1 metralhadora e por 4 tubos lança-toredos de 450 mm. Este navio ligeiro da Marinha de Guerra Portuguesa só seria retirado do serviço operacional em 1938. Presumindo-se que se tenha procedido ao seu posterior desmantelamento. Não se encontraram referências sobre o número de homens que compunham a sua guarnição; que seria muito limitada, considerando o débil porte do navio.

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