domingo, 2 de julho de 2017

«NIOBE»

Depois de ter servido na 'Royal Navy' e de ter indirectamente participado na 2ª Guerra dos Boers, desembarcando homens e material bélico na África do Sul, o «Niobe» -um cruzador protegido da classe 'Diadem'- foi integrado na armada do Canadá; constituindo com o «Rainbow» o primeiro grupo de navios de combate da marinha militar desse grande país. O «Niobe» foi construído, em 1898, pelos estaleiros navais da Vickers em Barrow-in-Furness. Era um navio de 11 000 toneladas de deslocamento, medindo 141 metros de longitude por 21 metros de boca e com um calado de 7,77 metros. Movia-se pela força (20 000 cv) de 1 máquina a vapor de tripla expansão, accionando 2 hélices. A sua velocidade máxima atingia os 20 nós. Do seu armamento principal constavam 16 canhões de 152 mm, 17 outras peças de menor calibre e 2 tubos lança-torpedos de 450 mm. Tinha uma guarnição de 677 homens (oficiais incluídos) e a sua base situava-se em Halifax, na província litorânea da Nova Escócia. Depois de um incidente de navegação, que imobilizou o navio (por encalhe e durante 18 longos meses), o «Niobe» teve a oportunidade de participar nos combates do primeiro conflito generalizado : a chamada Grande Guerra. Para tanto, foi reintegrado na 'Royal Navy', que o mandou patrulhar costas sensíveis, durante 12 meses. Devido à sua vetustez, o navio foi retirado da primeira linha e regressou a Halifax, onde chegou em meados do ano de 1915; e onde passou a servir -até ao fim do conflito- como quartel-general. Uma parte dos seus marinheiros pereceu na terrível e mortífera catástrofe de Halifax de 1917, provocada pela explosão do navio francês «Mont Blanc». Depois disso, sem utilidade prática, acabou a sua carreira a funcionar como simples depósito de material. Em 1920, o «Niobe» foi desarmado e, dois anos mais tarde, em 1922, foi conduzido a Filadélfia, nos Estados Unidos, par ali ser desmantelado.

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