domingo, 30 de julho de 2017

«ISIS»

Contratorpedeiro da marinha real britânica pertencente à classe 'I'. Foi construído, em 1936, pelos estaleiros Yarrow & Co, de Glásgua. Deslocava 1 370 toneladas e media 98,50 metros de comprimento por 10,10 metros de boca. Tinha uma guarnição variável, que podia ultrapassar os 150 homens. Baptizado com o nome de uma deusa da mitologia egípcia, o HMS «Isis» estava equipado com um sistema propulsivo que desenvolvia uma potência de 34 000 shp, força que lhe proporcionava uma velocidade máxima de 35,5 nós e uma autonomia de 5 500 milhas náuticas. Do seu armamento principal constavam 4 canhões de 120 mm, 2 reparos (quádruplos) de metralhadoras de 12,7 mm, tubos lança-torpedos de 533 mm e rampas de lançamento de cargas de profundidade. Durante a Segunda Guerra Mundial, o D87 (seu indicativo de amura) participou nas operações de evacuação da Grécia -em Abril de 1941- e, nesse mesmo ano, foi alvejado (ao largo de Haifa) por um bombardeiro Ju-88, que lhe causou avarias. Em 13 de Fevereiro de 1943, perto da costa líbia atacou e afundou (com outras forças britânicas) o submarino alemão «U-562». Mas teve um fim trágico, não sobrevivendo ao conflito. Com efeito, no dia 20 de Julho de 1944, quando se encontrava implicado numa missão no litoral normando, o «Isis» explodiu e afundou-se rapidamente. No seu naufrágio pereceram 11 oficiais (encontrando-se, entre eles, o comandante do navio) e 143 marinheiros. O desastre ocorreu por volta das 18 horas, mas só às 2 da manhã do dia seguinte se soube da tragédia; quando, por acaso, o 'destroyer' HMS «Hound» resgatou uma vintena de sobreviventes do «Isis». Pensou-se, durante muito tempo, que o navio afundado tivesse sido torpedeado, mas verificou-se, depois, que, naquele funesto dia e àquela hora, nenhum submersível inimigo estivera em operações na zona do soçobro. Hoje, pensa-se que a causa mais provável do naufrágio do navio britânico tenha sido o choque com uma mina. Nota : na ilustração anexada, o «Isis» é o navio em primeiro plano.

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