domingo, 30 de julho de 2017

«LEONARDO DA VINCI»


Couraçado italiano da classe 'Conte di Cavour', com vida operacional (não muito activa) durante o primeiro conflito generalizado. Foi construído -com desenho do engenheiro naval Edoardo Masdea- pelos estaleiros Ansaldo, de Génova, que o lançaram à água no dia 14 de Outubro de 1912. Mas só em 1914 foi integrado, oficialmente, nos efectivos da 'Regia Marina'.  Deslocava 25 086 toneladas em plena carga e media 168,90 metros de comprimento por 28 metros de boca. O seu calado cotava 9,40 metros. O seu sistema propulsivo apoiava-se em maquinaria dispondo de 20 caldeiras a vapor (desenvolvendo 31 000 cv de potência) acoplada a 4 hélices. Podia navegar à velocidade máxima de 21,5 nós e a sua autonomia era de 4 800 milhas náuticas com velocidade reduzida a 10 nós. Estava razoavelmente blindado e do seu armamento constavam 13 canhões de 305 mm, 18 de 120 mm, 22 de 76 mm e 3 tubos lança-torpedos de 450 mm. Tinha uma guarnição de cerca de 1 000 homens. O seu uso durante a Grande Guerra foi relativamente frouxa, devido à passividade do inimigo directo da marinha militar italiana : as forças navais do império Austro-Húngaro. O acto mais relevante da vida deste couraçado, ocorreu (no porto de Tarento (onde tinha a sua base) no dia 2 de Agosto de 1916, quando, a bordo, se deu uma terrível explosão, que ceifou a vida a 249 membros da tripulação. As causas desse rebentamento nunca foram esclarecidas, mas o estado-maior da 'Regia Marina' atribuiu-as a sabotagem dos Austro-Húngaros. Só depois de ter terminada a guerra, em Agosto de 1919, é que o navio entrou no estaleiro para sofrer reparações; que logo foram abandonadas. E o couraçado «Leonardo da Vinci» acabou para seguir para o ferro-velho em 1923, ano em que começou o seu desmantelamento.

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