terça-feira, 23 de maio de 2017

«JACQUES»


Este soberbo veleiro -uma barca de 3 mastros e com casco de ferro- foi construído no Havre (França), pelo estaleiro Ehrenberg; que o lançou à água no dia 21 de Janeiro de 1897. A sua carreira começou sob maus auspícios, visto que no dia do seu bota-abaixo o navio se virou sobre um dos cais do acima referido porto, danificando seriamente o mastreame. O «Jacques» era um navio de 1941 toneladas (TAB ou deslocamento ?), medindo 76,80 metros de comprimento por 11,60 metros de boca. Sabe-se que teve, pelo menos, dois armadores franceses e que -já nas mãos da Compagnie Générale des Îles Kerguelen (a operar no arquipélago pré-Antárctico de São Paulo e Amsterdão) este veleiro foi buscar às Falkland, em 1913, um milhar de ovelhas destinadas a serem aclimatadas nas ilhas Kerguelen. Operação que, diga-se de passagem, constituiu um retumbante fracasso. O «Jacques» foi vendido, em 1914, ao armador norueguês A/S Strix, de Sarpsborg, que lhe conferiu o novo nome de «Strix». E, cinco anos passados, em 1919, foi transferido para a frota da A/S Vigor, de Chistiansand, também da Noruega, que lhe acordou o seu derradeiro nome : «Vicomte». Este 'cap-hornier' (nome dado pelos gauleses aos navios aptos a realizar viagens transoceânicas e a afrontar o terrível cabo Horn) ainda navegou até 1924; ano em que, por se encontrar obsoleto, foi enviado para a Alemanha para ali ser desmantelado.

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