sexta-feira, 16 de março de 2018

«MASSILIA»

Paquete francês construído nos estaleiros da firma Forges et Chantiers de la Méditerranée, localizados em La Seyne-sur-Mer, em França. O início dos trabalhos data de 1914, mas o navio só entrou em serviço no ano de 1920, por causa da Grande Guerra. Com uma arqueação bruta de 15 363 toneladas, o «Massilia» media 182,63 metros de comprimento por 19,54 metros de boca. Dispunha de acomodações para poder transportar 1 000 passageiros. Pertencente à frota da Compagnie de Navigation Sul-Atlantique, este paquete navegou até 1930 entre a França e os mais importantes portos da América do Sul. Para onde transportou, essencialmente, muitas famílias de emigrantes. Quando a guerra rebentou na Europa, ficou retido em França, devido ao perigo que representavam os submarinos alemães. A sua celebridade ficou a dever-se ao facto de, em Junho de 1940, ter transportado alguns membros do governo (que, devido ao avanço das tropas hitlerianas, se encontrava, então, na cidade de Bordéus) e parlamentares para o norte de África; onde pretendiam resistir aos nazis. Essa partida do navio fez-se num momento de grande confusão. Entre os passageiros figurava um certo Pierre Mendès-France (político judeu de origem portuguesa), que seria uma das grandes figuras da IV República Francesa. Depois dessa polémica viagem, o navio passou sob o controlo das autoridades colaboracionistas de Vichy e, durante um tempo, assegurou o transporte de tropas entre a França e a Argélia. Em 1944, o «Massilia» encontrava-se em Marselha e foi afundado (pelas tropas de ocupação) em frente do porto dessa cidade, a fim de bloquear o seu eventual uso pelos Aliados. Em 1945, já depois da vitória sobre o chamado 3º Reich, o navio foi desmantelado 'in situ'. Curiosidade : Massilia foi o nome dado pelos antigos gregos a Marselha; cidade que foi uma das suas mais florescentes colónias do Mediterrâneo ocidental.

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