domingo, 12 de fevereiro de 2017

«WATSON A. WEST»

Escuna de bandeira norte-americana com casco de madeira e com 4 mastros. Foi construída, em 1901, no estaleiro Cousins & McWhinney -localizado em Aberdeen, no estado norte-americano de Washington- por encomenda da firma Slade & West Lumber Cº, também ela sediada em Aberdeen. A «Watson A. West» era um belo veleiro com 818 toneladas de arqueação bruta, medindo 58,70 metros de comprimento por 12,20 metros de boca. Calado : 4,30 metros. Durante a sua vida activa, de 22 anos, este veleiro conheceu praticamento todos os portos da costa californiana e muitos outros localizados em plagas tão distantes como a Austrália, o Japão, a Insulíndia, o Chile ou a África do Sul; para onde (e de onde) transportou mercadorias e materiais diversos. Navio de grande resistência, provou-o um dia, numa das suas viagens nos mares da Ásia, entre Surabaia e Java, quando, com um carregamento de copra a bordo, foi assaltado por ventos violentos e mar muito agitado. Nesse transe, apesar de ter perdido parte da mastreação e do velame, a escuna «Watson A. West» e a sua intrépida equipagem, conseguiram atingir Uraga, no Japão, onde o navio recebeu reparos. Para além do seu primitivo proprietário (já referido), esta escuna norte-americana navegou com as cores da casa armadora Pacific Freighters Cº, com escrtórios em São Francisco da Califórnia. Foi, pois, ao serviço desta firma e sob o comando do capitão Sorensen, que, a 23 de Fevereiro de 1923, o veleiro em apreço naufragou numa noite de breu e com nevoeiro espesso. A escuna «Watson A. West» navegava então (carregada com madeira serrada) entre Gray's Harbour e o arquipélago de Santa Bárbara (na costa Oeste dos Estados Unidos), quando foi arremessada contra uns perigosos rochedos e se perdeu. A natureza da carga transportada, permitiu à escuna manter-se à superfície por tempo suficiente para que os seus 9 tripulantes pudessem organizar o seu próprio salvamento. Não havendo, assim, perdas de vidas humanas a lamentar.

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